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MEKO 200. Fragatas chegaram há 25 anos

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O tempo não pára e as três fragatas MEKO 200 batizadas com os nomes Vasco da Gama, Álvares Cabral e Corte-Real cumprem este ano um quarto século ao serviço da Marinha

Carlos Abreu

Jornalista

No dia em que passam 25 anos sobre a entrada ao serviço da Marinha da primeira fragata da classe Vasco da Gama, o chefe de Estado-Maior da Armada lembrou que as dificuldades financeiras sentidas nos anos 80 do século passado não impediram Portugal de comprar as MEKO 200. E olhando para o futuro, o Almirante Macieira Fragoso deixou claro que estes navios só poderão ver a sua vida útil prolongada por mais duas décadas caso se continue a investir na sua modernização.

Em 2016 passam 25 anos sobre a entrega à Marinha Portuguesa das fragatas batizadas com os nomes Vasco da Gama (F330), Álvares Cabral (F331) e Corte-Real (F332). A primeira foi entregue, precisamente, a 18 de janeiro de 1991 nos estaleiros Blohm&Voss, em Hamburgo. A entrega da segunda e terceira decorreu a 24 de maio e 22 de novembro, respetivamente, nos estaleiros HDW, em Kiel, no norte da Alemanha.

Esta tarde, durante a cerimónia evocativa dos 25 anos da entrega destes navios, que decorreu a bordo da Vasco da Gama, atracada no cais do Jardim do Tabaco, em Lisboa, Macieira Fragoso começou por recordar que a necessidade de dotar a marinha com novas fragatas foi identificada no fim da década de 60 do século passado e que durante a década de 80 a Armada procurou por todas as formas colmatar esta lacuna “nas circunstâncias financeiramente difíceis que então o país vivia”. O projeto para a construção de três fragatas desta classe foi autorizado por um governo liderado por Cavaco Silva, em 1985. O contrato para a construção foi assinado em julho de 1986.

A terminar o seu discurso, lido na presença do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Pina Monteiro, e de antigos membros do Governo que tiveram um papel ativo na aquisição destes navios, o almirante Macieira Fragoso deixou ainda uma recomendação: “O atual bom estado das plataformas e o elevadíssimo custo de aquisição de novas fragatas devem levar-nos a ponderar a sua modernização com vista a mantê-los ao serviço da Marinha na máxima extensão economicamente viável”.

Desde 2005 que decorre um programa de modernização de meia-vida das fragatas, o mid-life upgrade ou MLU com o objetivo de substituir diversos equipamentos, como por exemplo os sistemas de comunicação rádio, ou atualizar o software e o harware dos complexos sistemas de armas embarcados.

O Expresso sabe que, se este programa, contemplado na Lei de Programação Militar aprovada pelo anterior governo fosse comprometido, Portugal poderia perder a capacidade para participar e liderar as forças navais da NATO e da União Europeia. A Vasco da Gama, em 2011, em estreia absoluta para um navio da Marinha portuguesa, e a Álvares Cabral, em 2013, comandaram a Operação Atalanta, força naval da União Europeia que combateu a pirataria ao largo da Somália.

Para assinalar a efeméride, a fragata Vasco da Gama está atracada no cais do Jardim do Tabaco e poderá ser visitada gratuitamente nos dias 17 e 19 de janeiro, das 10h às 18h.