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Voto em Marcelo: Passos não queria apelar... mas apelou

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Passos, que não se queria meter na campanha das presidenciais, apelou ao voto em Marcelo neste comício em São João da Madeira

LUSA

Passos Coelho disse e repetiu que não iria meter-se na campanha. Marcelo usou o mesmo argumento dizendo que o líder do PSD tinha eleições autárquicas em São João da Madeira. Mas sábado à noite, Passos Coelho não resistiu a pedir que os portugueses votem Marcelo. E espera que ele ajude, este Governo e o próximo ...

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que das eleições presidenciais deve sair alguém que se afirme com "independência e autonomia" e que possa colaborar com o governo, sendo "esse alguém" Marcelo Rebelo de Sousa.

"Queremos que destas eleições [presidenciais] possa sair alguém que se afirme com independência e autonomia, que possa colaborar com o governo que está em funções ou com outro que os portugueses venham a escolher quando acharem que é tempo de mudar de governo e esse alguém é, do nosso ponto de vista, Marcelo Rebelo de Sousa", disse durante o jantar comício de apoio a Ricardo Figueiredo, candidato às eleições intercalares de São João da Madeira, no distrito de Aveiro.

O ex-primeiro-ministro vincou que Marcelo Rebelo de Sousa não será eleito para defender nem o PSD, nem o CDS-PP, mas "fazer magistratura" acima dos partidos políticos e, se as pessoas forem votar, ele será eleito "logo à primeira volta".
"Não é demais nesta ocasião dirigir uma palavra a todo o país dizendo que a escolhe do Presidente da República não é uma decisão secundária, não é uma questão irrelevante, não é uma questão que se deixe para segunda volta ou para outras voltas, é uma questão que nos deve mobilizar civicamente e politicamente", frisou.

Segundo Pedro Passos Coelho, muitos gostariam que esta campanha eleitoral para a Presidência da República fosse uma "espécie de segunda volta ou de desforra partidária".
"Eu diria até que, muitos dos candidatos à Presidência da República, parecem fazer gala em assumir-se como uma parte do país contra a outra e, vejam bem, eu que fui escolhido nas eleições para chefiar o governo e que hoje lidero o maior partido da oposição que é também o maior partido português com assento parlamentar, sou o primeiro a dizer que o que espero do próximo Presidente da República é que não faça oposição ao governo, seja ele qual for, mas que respeite sempre os órgãos de soberania e o interesse nacional. É isso que Marcelo Rebelo de Sousa fará", considerou.

Por isso, sustentou, "estas eleições presidenciais são muito importantes". O líder social-democrata e ex-primeiro-ministro referiu que não são os partidos políticos que vão a votos nas eleições presidenciais porque a função de chefe de Estado pressupõe uma "independência" relativamente aos outros órgãos de soberania.

O ex-primeiro-ministro aproveitou ainda o discurso para cumprimentar o atual Presidente da República, Cavaco Silva, que está em final de mandato, considerando que "sempre soube" colocar o interesse do país "acima de tudo" e colaborar que os governos em funções.

"Mas, tivemos no passado presidentes que fizeram da presidência um mandato de afirmação contra governos e contra os partidos políticos e não é isso que nós queremos hoje", sustentou.
As eleições presidenciais realizam-se no próximo dia 24 de janeiro e tem dez candidatos.

No mesmo dia, acontecem as eleições intercalares para a Câmara Municipal de São João da Madeira, na sequência da renúncia ao cargo por parte de todos os elementos da lista do PSD, que venceu as eleições de 2013, mas vinha exercendo em minoria. Além da candidatura do PSD/CDS, ao novo ato eleitoral concorre também o PS, a CDU, o BE, o PNR e o movimento independente "SJM Sempre".