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Assunção Cristas: “Somos adversários do PSD como do PS”

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Marcos Borga

Com o caminho aberto para a liderança do CDS, já há no partido quem lhe chame “Boss AC”. No dia em que se assumiu como candidata, Assunção Cristas explicou como se articulou com Nuno Melo, como vai viver com a sombra de Portas e como vai gerir a oposição ao Governo e a relação com o PSD. Para Cristas, o “parceiro mais óbvio e natural é o PSD, mas com uma correlação de forças que já não precisa de ser aquela que resultava do voto útil, quando as pessoas votavam PSD com medo que os outros ganhassem”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Texto

Jornalista da secção Política

A candidata garante que a relação com o PSD será leal: “o PSD não precisa de andar a dizer nas nossas costas ‘votem em nós porque senão os outros ganham’ e nós poderemos dizer que já não é preciso ter medo, porque, desde que PSD e CDS juntos tenham maioria, nós governamos. O nosso papel é ser uma oposição convicta e firme na construção de uma alternativa, agora sem a pressão de saber quem fica em primeiro”. Defende que os dois partidos têm de crescer, mas que não precisam de o fazer “à conta um do outro”.

Porquê esta candidatura?
Gosto de servir a causa pública, gosto de política e havendo esta necessidade, com a saída de Paulo Portas, esta era para mim uma possibilidade, como já tinha dito várias vezes. Também porque fui sentindo que muita gente gostaria de me ver em funções de mais exigência. Senti isso vindo de gente do CDS e de fora, até de outras cores políticas. O que me levou a crer que estaria bem posicionada para fazer a abertura do partido para lá do CDS.

Várias vezes sinalizou essa disponibilidade e houve quem achasse que se estava a pôr em bicos de pés. Tinha pressa?
Não tinha e continuo sem ter. Para mim as coisas na política não são desenhadas com planos de carreira de médio e longo prazo. Isto não é a minha carreira profissional. Mas se me perguntam se eu admito um dia liderar o CDS, havendo essa oportunidade, estando eu no CDS e sendo vice-presidente do CDS, até me sentiria mal se dissesse “jamais, nunca na vida”. Isso não faz o meu género. As pessoas na política muitas vezes querem muito uma coisa e só não o dizem por taticismo. Essa não é a minha maneira de estar.

Está há oito anos no CDS e entrou logo para a direção. Ao contrário de Nuno Melo, que lembrou ter subido a escadaria toda. Não lhe falta uma parte da escadaria?
Não, e acho que essa é a riqueza de um partido: ter gente que faz a escadaria partidária toda e ter gente que entra depois de ter feito a escadaria noutras atividades e que a dada altura está disponível para também entrar, agregar e construir.

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