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Cristas quer ser uma “alternativa robusta” à governação das “esquerdas radicais”

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Marcos Borga

Ex-ministra da Agricultura explicou em conferência de imprensa o porquê de avançar para a corrida à liderança do partido. Dirigiu largos elogios a Paulo Portas e Nuno Melo e garantiu que o diálogo com o PSD é para manter

“O CDS nunca foi um partido de um homem e não será garantidamente o partido de uma única mulher”, declarou Assunção Cristas, esta quinta-feira à noite, na sede do CDS, durante o anúncio oficial da sua candidatura à liderança do partido.

A antiga ministra da Agricultura e do Mar afirmou que a decisão foi tomada há muito tempo após uma “profunda reflexão” junto da família e de membros do partido. “Muitos simpatizantes ajudarem pela palavra, atitude e exemplo. A todos muito obrigada. “Eu sozinha não faço o CDS.”

Assumindo a convicção de que deve continuar a servir o CDS, Assunção Cristas disse esperar que com o seu “trabalho” e “entusiasmo” possa ajudar o partido a crescer para se apresentar como uma “alternativa robusta” face à “governação desastrosa” da esquerda.

“Com a recente viragem não anunciada da prática constitucional, o CDS deverá crescer e estar preparado para os desafios. O nosso dever é sermos uma parte cada vez mais robusta de uma alternativa à governação apoiada nas esquerdas radicais”.

Segundo Assunção Cristas, será através de uma “oposição clara e firme” que surgirá o momento para os democratas-cristãos poderem governar. “Seremos firmes na oposição e construtivos na governação”, acrescentou.

Dirigiu ainda largos elogios a Nuno Melo, que continua a “defender com brilhantismo” a linha da frente do CDS, e a Paulo Portas, pela sua “determinação” e “inteligência” - que devem continuar a inspirar o partido.

Sobre a posssibilidade de surgirem mais adversários na corrida à liderança, Assunção Cristas referiu que o CDS é um partido “plural” e que todas as candidaturas são “bem-vindas” .

Questionada sobre a relação com o PSD, Assunção Cristas assegurou que o diálogo com os sociais-democratas vai manter-se, embora sublinhe que são ambos partidos distintos.

“O PSD e o CDS são partidos separados, têm naturalmente projetos autónomos. Ambos precisam de crescer, o CDS precisa de crescer muito.”

Para a democrata-cristã, o CDS deve ser um “partido de centro-direita credível, ambicioso e que responde às preocupações dos portugueses”.