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Centeno: Redução de horário “não pode implicar aumento dos custos com pessoal”

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Mário Cruz/ Lusa

Após reunião com sindicatos da função pública, o ministro das Finanças referiu que é preciso “avaliar os custos e benefícios” de todas as medidas. Dia 28 de manhã há novo encontro

Mário Centeno reafirmou que a questão da redução para 35 horas do trabalho na função pública está prevista no programa de Governo, mas lembra que “nesse mesmo programa está também previsto que essa redução não deverá implicar um aumento dos custos com pessoal”. Esta quarta-feira, o ministro das Finanças reuniu-se com os sindicatos, um encontro assombrado pelo pré-aviso de greve para dia 29 de janeiro.

“Esta é uma medida que é muito importante para o Governo e que será analisada. (…) O custo da redução do horário de trabalho terá de ser nulo no conjunto do sector público”, disse Centeno aos jornalistas.

De momento, assegura o ministro responsável pela pasta das Finanças, “ainda não há estimativas” sobre os eventuais custos que poderá ter a redução de horário. “O Governo tem de avaliar os custos e os benefícios que as medidas trazem. E é isso que vamos fazer também” neste caso, explicou.

Uma vez mais, Centeno insistiu que a redução do horário de trabalho é uma matéria que depende do Parlamento e não só do Governo.

Entretanto, ficou agendada para dia 28 um nova reunião entre Ministério e sindicatos da função pública - um dia antes da greve. Centeno garante que a marcação do encontro já estava definida no calendário do Governo ainda antes do pré-aviso da paralisação.

“A reunião de dia 28 fazia parte do calendário previamente definido pelo Governo. É completamente irrelevante a data de marcação da reunião quanto à data da greve”, concluiu.