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Nóvoa atira cavacas em Aveiro

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Tiago Miranda

O candidato foi para a rua: um mercado, visitas a crianças e idosos, e contactos com a população. Nas Festas de São Gonçalinho, ouviu que é preciso “ter força” para ser Presidente

Lusa

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Tiago Miranda

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O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa esteve esta segunda-feira nas Festas de São Gonçalinho, em Aveiro, atirou cavacas do alto da capela e ouviu que um Presidente "tem de ter força" e não só para liderar um país.

"Cuidado para não apanhar nenhuma cavaca", disse inicialmente uma cidadã local ao candidato a Belém, ainda com Sampaio da Nóvoa na rua, antes de subir à capela de São Gonçalinho - lá em cima, ouviu-se cá de baixo um apelo à "força do candidato": "Quem quer ser Presidente tem de ter força", disse um local.

O candidato visitou esta segunda-feira as festas no bairro típico da Beira-Mar, tendo ao começo da tarde passado pela sede de apoio à sua candidatura, a poucas centenas de metros da festividade, e feito um percurso pedonal na cidade, num momento de sol e bom tempo.

"O senhor trouxe o sol às festas", atirou uma vendedora de cavacas, queixando-se de que o também candidato Vitorino Silva, conhecido por Tino de Rans havia estado no mesmo local no domingo mas sem a ajuda de São Pedro.

Nas ruas, eram várias as pessoas que conheciam o candidato e foram vários os incentivos que Nóvoa recebeu.

Tiago Miranda

Na festa, alguns dos cidadãos usavam redes de pesca para agarrar as cavacas atiradas da capela, e Sampaio da Nóvoa, em jeito descontraído, virou-se para um dos proprietários de uma das redes e disse que apanhar os bolos assim era "quase batota".

"Batota fazem todos", devolveu o cidadão local, que aproveitou para oferecer uma cavaca ao aspirante a Belém.

Depois, aos jornalistas, Nóvoa lembrou que viveu quatro anos em Aveiro e conhecia bem as Festas de São Gonçalinho, enaltecendo todavia a "pujança" da mesma nos últimos anos.

"No país inteiro as festas populares, as tradições populares, estão a ganhar uma nova pujança, sinal de nova vitalidade das questões culturais, do património", advoga.

Ao segundo dia de campanha oficial para as eleições de 24 de janeiro, o antigo reitor abandonou os grandes comícios, pelo menos de dia, e avançou para a rua: um mercado, visitas a crianças e idosos, e contactos com a população nas ruas foram privilegiados num dia de campanha que terminará em Coimbra.