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Maria de Belém condena estratégia de Nóvoa

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LUCÍLIA MONTEIRO

Num almoço em Beja, a candidata disse ser “absolutamente contra” a estratégia dos que, dizendo mal dos partidos, “quando é para ganhar eleições, o apoio dos partidos já é necessário. Não referiu nomes, mas todos perceberam de quem falava

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Ao segundo dia do período oficial de campanha, Maria de Belém "duplicou" o número de adversários. Se começou a caminhada rumo a Belém com Marcelo Rebelo de Sousa na mira, agora também já assume a "concorrência direta" de Sampaio da Nóvoa - com quem, ainda para mais, disputa o apoio oficial do PS. Ao ponto de este domingo, um dia depois de Carlos César ter reiterado o seu apoio ao ex-reitor da Universidade de Lisboa, a candidatura de Maria de Belém ter voltado a fazer notícia do (já conhecido) apoio à candidata por parte do presidente honorário do PS, António de Almeida Santos.

Esta segunda-feira, num almoço em Beja, Maria de Belém nunca pronunciou o nome de Nóvoa, mas era por de mais evidente que era dele que falava quando condenou a estratégia dos que aproveitam o facto de se assumirem como apartidários "para dizer mal dos partidos", mas "quando é para ganhar eleições o apoio dos partidos já é necessário" (numa referência à entrevista que o candidato deu ao Expresso, este sábado, e onde confessava ainda contar com o apoio do PS).

"Sou absolutamente contra esta estratégia", afirmou Belém. Que não ficou por aqui, relembrando um argumento que usara no sábado, no debate televisivo com Sampaio da Nóvoa: "Defender grandes causas é ter estado lá, no sítio certo, ter investido toda uma vida ao serviço do país". Antes já dissera: "Sou conhecida pelo que fiz, não pelo que digo que farei".

O curriculum vitae político é o galão por que Maria de Belém puxa constantemente nesta campanha - por oposição à inexperiência de Nóvoa e à inconsequência de Marcelo Rebelo de Sousa. Ainda esta segunda-feira agradeceu ao seu apoiante Agostinho Moreno, médico, antigo deputado socialista de Beja, "como mulher e ex-ministra da Saúde", o empenho na defesa e melhoria do Serviço Nacional de Saúde.

Mais à frente na sua intervenção, antecipando uma reunião com o conselho de administração da EDIA (empresa que gere a barragem de Alqueva), lembrou que a decisão de levar por diante esse investimento, que tanta controvérsia gerou, "foi tomada num Governo de que eu fazia parte". "Estive sempre na luta das causas importantes para o desenvolvimento do país", sublinhou.

Para repetir, por outras palavras: "A minha luta pela correção das desigualdades não é recente, não é de hoje". E deixar a garantia: "Comigo, os portugueses e as portuguesas podem dormir descansados" - enquanto Presidente da República, tudo fará, disse, para que haja "discriminação positiva em relação aos que tiveram menos oportunidades".

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