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O aviso de Portas: “Todos vão precisar de todos”

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Paulo Portas elencou dez nomes que estarão na linha da frente no futuro do CDS

Marcos Borga

No seu último conselho nacional como líder do CDS, Paulo Portas nomeou os dirigentes que serão decisivos e pediu-lhes maturidade e responsabilidade

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

“Maturidade, responsabilidade e institucionalismo” foi o que Paulo Portas pediu, na sexta-feira à noite, aos principais dirigentes do CDS, no processo de escolha do novo líder do partido.

No conselho nacional que marcou para 12 e 13 de março o congresso em que Portas dará lugar ao seu sucessor, o ainda presidente do CDS elencou os nomes que estarão na linha da frente no futuro do partido e deixou-lhes um aviso: quer exista uma "transição ordenada" ou uma "competição responsável", é evidente, disse Portas, que "todos vão precisar de todos".

Na lista dos nove magníficos, Portas começou pelos nomes dos dois principais candidatos à sua sucessão, Nuno Melo e Assunção Cristas. Não por acaso, estavam ambos sentados lado a lado, na primeira fila, e diretamente em frente ao lugar onde Portas estava sentado. Na tomada de imagens pela comunicação social, antes das portas serem fechadas, foram alvo de tanta atenção das câmaras como o líder cessante.

Os nove magníficos

Segundo o Expresso apurou junto de dirigentes presentes no encontro, o ainda presidente do CDS acrescentou outros sete nomes aos de Melo e Cristas: Telmo Correia, Pedro Mota Soares, Nuno Magalhaes, João Almeida, Adolfo Mesquita Nunes, Cecília Meireles e Filipe Anacoreta Correia. De todos disse que "terão uma palavra importante na escolha do futuro".

Alguns dos conselheiros nacionais não gostaram de ver Portas resumir numa shortlist de dez nomes uma espécie de "elite do pós-portismo". Reduzindo a esses o universo de possíveis candidatos à liderança. Mas, de acordo com outras fontes, o ainda presidente do CDS terá ressalvado que no congresso "qualquer militante pode surpreender e candidatar-se".

Alertando, mais uma vez, para os riscos de uma disputa que possa abrir cisões no partido, como aconteceu em 2005, Portas lembrou que cada palavra e atitude deste grupo de dirigentes será avaliada pelo eleitorado, pedindo, por isso, "maturidade, sentido de responsabilidade e institucionalismo".

Se o congresso for "um exemplo de boa política", disse Portas, o CDS será uma boa surpresa para o eleitorado.

Artigo corrigido às 12h30 de 11 de janeiro de 2016