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Vitorino Silva diz que “o povo tem de deixar de ser comida de tubarão”

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Jorge Sequeira, Vitorino Silva e Sampaio da Nóvoa foram os três candidatos que participaram no debate na SIC Notícias

Tiago Miranda

O debate na SIC Notícias juntou esta terça-feira à noite os candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa, Vitorino Silva e Jorge Sequeira

“O povo teve que apertar o cinto e o pescoço, não valeu a pena”, afirmou Vitorino Silva no debate desta terça-feira à noite na SIC Notícias com outros dois candidatos presidenciais, Sampaio da Nóvoa e Jorge Sequeira. “O povo é que paga sempre. O povo tem de deixar de ser comida de tubarão”, acrescentou, considerando que quando isso deixar de acontecer “os tubarões morrem à fome”.

Vitorino Silva defendeu uma revisão constitucional para que os deputados eleitos deixem de ter de ser os candidatos indicados exclusivamente por partidos e para que o Presidente da República possa convocar referendos.

Jorge Sequeira considerou por seu turno que as “dicotomias” e “fações” têm levado o país à cauda da Europa. Manifestando-se equidistante, tanto da esquerda como da direita, disse que será capaz de fazer pontes entre as várias fações. “Eu sou um cidadão que decidiu sair da cadeira, da sua posição de conforto e fazer alguma coisa. Há pessoas na sociedade civil muito mais capazes do que eu, mas não se chegaram à frente”, afirmou.

Sampaio da Nóvoa frisou encarar estes debates “debates com muita seriedade”, realçando “o trabalho e os riscos que os candidatos” correram ao apresentar-se na corrida para a presidência.

Em relação à questão de Portugal receber refugiados, em relação à qual os três candidatos se manifestaram a favor, Nóvoa citou o padre António Vieira para dizer que “sem igualdade e igualdade com todos não já paz”, considerando que aí reside a solução para os todos os problemas, nomeadamente o do terrorismo.

Ao mesmo tempo, afirmou que o processo de receção de refugiados terá de ser feito com “acompanhamento e identificação destas pessoas”, “em primeiro lugar para segurança dos próprios”, face a situações de tráfico e de exploração, mas também para proteção das comunidades onde vão ser inseridos.