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Paulo Morais diz que Nóvoa e outros candidatos não deviam defender a estabilidade

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“Não foi com estabilidade que Dom Afonso Henriques fez o país ou que se fez o 25 de Abril”, afirmou Paulo Morais durante o frente-a-frente com Sampaio da Nóvoa

“Todos apelam à estabilidade, eu, pelo contrário, apelo a alguma instabilidade na política para dar alguma estabilidade às pessoas”, afirmou Paulo Morais no frente-a-frente desta terça-feira à noite na TVI24 com Sampaio da Nóvoa.

O candidato presidencial que tem apresentado o combate à corrupção e à promiscuidade entre a classe política e os interesses privados como a sua grande bandeira, disse que achar estranho que estando o país no estado atual, Sampaio da Nóvoa e outros candidatos façam apelos à estabilidade.

“Não foi com estabilidade que Dom Afonso Henriques fez o país ou que se fez o 25 de Abril”, disse.

Sampaio da Nóvoa justificou a sua defesa da estabilidade afirmando que tal não é sinónimo de estagnação, mas antes “um processo de mudança, nomeadamente em relação a políticas erradas”.

Em relação às afirmações de Freitas do Amaral, que disse estranhar que alguém que nunca foi político tenha decidido candidatar-se à Presidência da República aos 65 anos, Nóvoa afirmou que o que estranha é que “alguns considerem a política um clube fechado, dentro do qual é preciso fazer carreira (…) Venho justamente para renovar a dimensão política para a não fechar nos mesmos de sempre”.

Ambos os candidatos indicaram quer vão apoiar sem quaisquer reticências as adoções por casais homossexuais.

Paulo Morais considerou ainda que atualmente “os meios da Justiça são absolutamente ridículos” e que o “poder executivo tem um Big Brother permanente sobre o poder judicial”, uma vez que não ter orçamento que funcione de forma independente e que “neste momento o ministro da Justiça pode paralisar o sistema judicial”.

Em relação ao caso de José Sócrates, Nóvoa disse não ter dúvidas de que houve uma troca de favores do ex-primeiro-ministro com o grupo Lena, enquanto Nóvoa realçou apenas ser essencial “celeridade da Justiça em qualquer processo”.

Em relação às mudanças políticas na Europa, Nóvoa embora tenha reconhecido que a vitória do Syriza na Grécia tenha sido um sinal de esperança “não concretizada”, disse esperar que nos próximos anos ocorram um conjunto de mudanças políticas que interrompam um “experimentalismo ideológico que hoje todos reconhecem que não funcionou”.