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Marisa Matias. Há os lesados do BES e os “lesados do dr. Marcelo”

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Tiago Miranda

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda critica Marcelo Rebelo de Sousa por ter garantido a segurança do BES e a “blindagem do sistema financeiro”

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

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Tiago Miranda

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Marisa Matias considerou que existem, além dos lesados do BES, os “lesados do dr. Marcelo Rebelo de Sousa”. No debate, na noite desta segunda-feira na SIC Notícias, a candidata apoiada pelo Bloco acusou o opositor de dar garantias de segurança e confiança às pessoas, quando poucos dias depois foi necessária a resolução do banco. O professor defendeu-se, lembrou que já tinha reconhecido “que afinal a situação não estava sob controlo” e acrescentou: “ainda hoje não se apurou efetivamente o que se passou” no caso Espirito Santo.

“Houve muitas famílias que perderam poupanças de uma vida por causa por causa desses avisos de segurança. Falei várias vezes dos lesados do PSD e do CDS e creio pela forma como o senhor defendeu a segurança do BES, a blindagem do sistema financeiro a poucos dias da sua resolução também acaba por haver, de certa forma, os lesados do dr. Marcelo Rebelo de Sousa”, explicou Marisa Matias.

“O governador do Banco de Portugal vai monitorizando a situação, vai declarando por diversas vezes que a está tudo sobre controlo (…) Seria uma irresponsabilidade da minha parte, perante estas declarações de quem tinha conhecimento da matéria, estar a dizer precisamente o contrário”, respondeu o professor, que admitiu que afinal o caso do BES “não estava sob controlo” e que na altura da recondução do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa deveria ter saído por iniciativa própria.

Marisa Matias acrescenta que Carlos Costa não tem a sua confiança: “Não teve durante o caso BES e não tem agora com o Banif”.

Já sobre a questão da adoção por casais do mesmo sexo ambos os candidatos estão de acordo e falaram sobre a intenção, no caso de serem eleitos, de promulgar a adoção por homossexual, bem como a revogar das taxas moderadoras nas interrupções voluntárias da gravidez.

“O que interessa hoje na adoção é a proteção da criança (...), desde que esteja garantido do ponto de vista técnico que a criança tem os seus direitos salvaguardados, não interessa que seja um adotante, dois adotantes, um casal do mesmo sexo ou de sexo diferente, isso é irrelevante”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Já Marisa Matias sublinhou que se trata de uma questão de direitos humanos, proteção do interesse e do direito das crianças: “não há famílias de primeira, segunda ou terceira”.