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40 mandatários para 20 causas

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Manuel Almeida/ Lusa

Sampaio da Nóvoa apresentou hoje os seus “mandatários para as causas”. São dois por cada uma, um homem e uma mulher (e uma delas é a mãe de António Costa)

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Maria Antónia Palla, a mãe de António Costa, é a primeira das “mandatárias das causas” de Sampaio da Nóvoa, a par de Vasco Lourenço, e a causa que representam é o 25 de Abril e as Liberdades. É a primeira de uma lista de 20 causas, “que podiam ser 50 ou 100”, conforme disse o candidato, que fez questão de as apresentar no primeiro dia útil do ano.

“Ficámos nas 20, agora que faltam 20 dias para as eleições, uma causa por dia, todas as causas todos os dias”, afirmou Sampaio da Nóvoa, que pretende que cada uma dê lugar a encontros, declarações ou tomadas de posição. Para o candidato, um Presidente que não governa nem legisla, tem de ser portador de causas e assumir compromissos claros com os portugueses.

Cada “causa” - aquilo por que um Presidente tem de se bater, como referiu o mandatário nacional da candidatura, Correia de Campos - é representada sempre por duas personalidades, um homem e uma mulher (as duplas da paridade). Pretende-se que as pessoas em causa sejam um escol de ativistas da área das diversas esquerdas.

A escolha de uma dupla é assumida pelo próprio candidato, que - disse - quer “simbolizar a igualdade, a igualdade de género, todas as igualdades” que estão, segundo afirmou, na matriz da sua candidatura. É assim também que há dois mandatários nacionais - o ex-ministro Correia de Campos e a cantora Teresa Salgueiro - e dois "coordenadores das causas" - Carvalho da Silva e Gabriela Canavilhas. Só o presidente da Comissão de Honra, Jorge Miranda, não tem “par”.

Os temas das causas são os mais diversos e, tanto se referem aos Assuntos Constitucionais (Gomes Canotilho e Isabel Moreira), como à Cidadania Sénior (Rosário Gama, líder da APRE! e António Betâmio de Almeida), à Cultura (Maria do Céu Geurra e Rui Vieira Nery), como ao Desporto (os olímpicos Carlos Lopes e Rosa Mota), à Língua Portuguesa (Eduardo Lourenço e Lídia Jorge), como à Juventude (Sandra Barata Belo e Miguel Gonçalves Mendes) ao Combate à Pobreza e Exclusão Social (Alfredo Bruto da Costa e Isabel Guerra), como à Segurança e Defesa (almirante Melo Gomes e Helena Carreiras), à União Europeia (Ana Gomes e Rui Tavares) como aos Movimentos Sociais e Cidadania (Pilar del Rio e António Pedro Vasconcelos).

Remoque a Marcelo

Na sua intervenção, Sampaio da Nóvoa considerou que Portugal sofre de diversos bloqueios, “económico, social e institucional”, cuja ultrapassagem torna necessária “uma estratégia nacional” e “uma Presidência que possa contribuir para unir as diferentes vontades que formam a República Portuguesa”.

“Defendo um Presidente próximo, que ouve as pessoas, que fala com elas, para assim estar em melhores condições de tomar a palavra e agir”, disse ainda Nóvoa, não sem antes atirar uma farpa a Marcelo Rebelo de Sousa, que, segundo afirma, se orgulha de fazer campanha sozinho, sem ajuda alguma e sem ouvir ninguém. “Que garantias nos dá, quem faz uma campanha autosuficiente e sem ouvir ninguém, que chegado a Belém ouvirá quem quer que seja?”, interrogou.

As outras causas e seus mandatários apresentados são o Ambiente e Alterações Climáticas (Júlia Seixas e Filipe Duarte), Cidades e Desenvolvimento Territorial (Maria do Céu Albuquerque e João Ferrão), Conhecimento (Sofia Alboim e Miguel Castanho), Diáspora (Ana Maria Faria e Hermano Sanches Ruivo), Economia e Inovação (Inês Santos Silva e Fortunato Oliveira Frederico), Igualdade e Combate às Discriminações (Elza Pais e Miguel Vale de Almeida), Mar (Vanda Nunes e Mário Ruivo), Serviços Públicos (Ana Maria Bettencourt e António Arnaut), Trabalho (Guadalupe Simões e Sérgio Monte).