Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Nóvoa promulgava orçamento retificativo mas Marisa Matias não

  • 333

Debate entre Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias foi o primeiro de um ciclo de frente-a-frente que se prolonga até ao próximo sábado, dia 9 de janeiro. Os dois candidatos manifestaram divergências sobre a solução adotada para o Banif

António Sampaio da Nóvoa considera que a solução adotada para o Banif foi a "menos má", mas Marisa Matias rejeitou-a, afirmando que não teria promulgado o Orçamento retificativo.

No primeiro debate televisivo entre candidatos presidenciais, transmitido na RTP, canal aberto, com a duração de 25 minutos, os dois candidatos escusaram-se a antecipar o que farão se o Governo do PS ficar novamente sem o apoio dos partidos que o suportam no parlamento - BE, PCP e PEV - como aconteceu com o Orçamento retificativo, viabilizado com a abstenção do PSD.

Interrogados sobre a solução adotada para o Banif, Nóvoa e Marisa Matias manifestaram divergências. "Julgo que esta foi a menos má das soluções", disse o antigo reitor. "Eu não concordo que essa solução seja boa", contrapôs a eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), discordando que se continue a "ir buscar dinheiro aos contribuintes".

Marisa Matias adiantou que se fosse Presidente "não promulgava" o Orçamento retificativo apresentado na sequência do resgate ao Banif e referiu que na União Europeia têm sido adotadas medidas de resolução diferentes, mas não especificou qual a solução que preconiza.

Sobre a compatibilidade entre as regras europeias do tratado orçamental e a soberania do Estado defendida pela Constituição, Marisa Matias afirmou que o que vigora é a Constituição e que é preciso “acabar com a farsa do bom aluno”. “Precisamos de um chefe de Estado que se levante e que defenda os interesses dos portugueses e a sua soberania. É preciso pôr a vontade da maioria e os seus direitos à frente da chantagem europeia”, diz a deputada do BE.

Sampaio da Nóvoa considera que “bom aluno é aquele que critica, que participa, que tem uma voz ativa” e que, por isso, é preciso fazer uma leitura diferente das regras da União Europeia. “As regas do euro e do tratado orçamental não violam a Constituição mas terá que haver alterações”, acrescenta. Sampaio da Nóvoa volta a afirmar-se como europeísta e diz que não imagina Portugal fora do euro.