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Corrupção e Banif dominaram debate entre Maria de Belém e Paulo Morais

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Tiago Miranda

O frente-a-frente entre a ex-presidente do PS e o ex-vice-presidente da Câmara do Porto, foi o segundo da ronda que vai opor os candidatos presidenciais. O combate à corrupção, a credibilidade dos candidatos e a recusa de insinuações dominaram mais de metade do debate. Também a solução encontrada para o Banif e a estabilidade do sistema financeiro foram também discutidos pelos dois candidatos

O combate à corrupção, que é um pressuposto para Maria de Belém e a prioridade para Paulo Morais, e a solução para o Banif, foram os temas que dominaram esta sexta-feira o debate televisivo entre os candidatos às eleições presidenciais.

O frente-a-frente entre a ex-presidente do PS e o ex-vice-presidente da Câmara do Porto, realizado na SIC Notícias, foi o segundo da ronda que vai opor os candidatos presidenciais, tendo o combate à corrupção, a credibilidade dos candidatos e a recusa de insinuações dominado mais de metade do debate, considerando Maria de Belém que a primeira prioridade de Paulo Morais, o combate à corrupção, "é um pressuposto que tem de ser feito por vários agentes".

Entre os dois candidatos, houve discórdia quando Paulo Morais considerou que os candidatos ligados aos partidos do bloco central, como Maria de Belém, "têm grande responsabilidade nos últimos 20, 30 anos no estado a que Portugal chegou", mas a ex-deputada do PS respondeu com a ideia de que "acusações generalizadas são uma coisa inaceitável, porque isso pressupunha que qualquer pessoa num partido está com uma mácula em cima de si".

O tema que abriu o debate foi a última mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Cavaco Silva. Paulo Morais assumiu um papel mais crítico do que Maria de Belém, mas o problema do Banif e a estabilidade do sistema financeiro também ocuparam vários minutos do frente-a-frente, estando Paulo Morais liminarmente contra a solução encontrada pelo Governo e Maria de Belém, apesar de apontar falhas, mais concordante com uma resposta que decorre, em grande parte, da integração europeia.