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Pires de Lima sobre Paulo Portas: “Isto não é uma despedida da política”

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Alberto Frias

Em entrevista ao “Diário de Notícias”, o antigo ministro da Economia fala do passado de Portas e do futuro do partido. Fica uma certeza: “Portas é um animal político que ainda tem muito para dar”

“Se há uma figura que marca a história do CDS, essa figura é Paulo Portas”. As palavras são de António Pires de Lima, antigo ministro da Economia e dirigente dos centristas, que em entrevista à edição desta quarta-feira do “Diário de Notícias” aproveita para mostrar confiança na nova geração “de enorme qualidade” de que o CDS dispõe.

Para Pires de Lima, o balanço dos dezasseis anos de liderança de Portas é “muito positivo”: “Com as presidências de Paulo Portas, o CDS passou a ser um partido relevante que esteve duas vezes no Governo”, recorda. O antigo ministro da Economia acrescenta que o CDS é agora posto “fora da sua zona de conforto”, uma vez que se vê sem o seu líder “marcante”.

Sobre a despedida de Portas, uma certeza: “Paulo Portas é um animal político. Isto não é uma despedida da política”. Isto porque “Portas é uma pessoa jovem e que ainda tem muito a dar à vida pública do país”, garante Pires de Lima.

Elogios ao passado e ênfase no futuro: este é o discurso do dirigente centrista, que, no entanto, se recusa a revelar os seus nomes preferidos para a sucessão de Paulo Portas na liderança do partido. Apenas uma pista: apesar de Paulo Portas ter indicado que a experiência de governação é uma mais valia para quem quiser suceder-lhe, Pires de Lima assegura que, em casos como o de Nuno Melo, não são de excluir aquelas pessoas que “não estiveram no Governo mas têm provas relevantes dadas em outros cargos políticos”.