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Política

PSD sobre Novo Banco. “A decisão é do Banco de Portugal e não do Governo”

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Leitão Amaro diz que o PSD votará com "coerência"

José Carlos Carvalho

Leitão Amaro diz que a solução para recapitalizar o Novo Banco protege os contribuintes e “pede esforço aos acionistas, aos credores e ao sistema financeiro”, ao contrário do que acontece no caso Banif

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, António Leitão Amaro, afirmou esta quarta-feira que a decisão anunciada ontem sobre o Novo Banco é do Banco de Portugal (BdP) e não do atual Governo, defendendo que a medida só podia ser tomada agora.

“Tal como em 2014 a decisão foi do Banco de Portugal e não do Governo, também ontem a decisão é do Banco de Portugal e não do Governo atual”, declarou António Leitão Amaro numa conferência de imprensa na sede do PSD.

António Leitão Amaro sublinhou que esta decisão não podia ter sido tomada anteriormente, uma vez que os resultados dos testes de stresse só foram divulgados no passado dia 14 de novembro.

O vice-presidente dos sociais-democratas sustentou ainda que a solução para recapitalizar o Novo banco protege os contribuintes, ao contrário do que acontece no caso Banif.

“Esta decisão ontem conhecida é uma decisão que protege os contribuintes, aliás, porque é uma decisão dentro do processo BES, e em todo o processo houve uma preocupação de proteger os contribuintes”.

Leitão Amaro realçou que a solução encontrada pede “esforço aos acionistas, aos credores e ao sistema financeiro”, frisando que é “bem diferente da opção recente tomada pelo Governo atual em que o esforço é pedido aos contribuintes.”

“Esta decisão tomada no caso BES, em que os contribuintes são protegidos de injeção de capital, contrasta bem com uma decisão recente do Governo atual noutro caso onde os contribuintes foram chamados a um esforço importante. São, por isso, duas formas bem contrastantes de resolver uma necessidade de sustentabilidade e de estabilidade do sistema financeiro”, conclui.

Na terça-feira, o Banco de Portugal anunciou que as obrigações seniores emitidas pelo BES entre 2010 e 2013 vão passar do Novo Banco para o “banco mau” (BES).