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João Almeida afasta-se da corrida à liderança do CDS, mas escreve moção de estratégia

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Vice-presidente centrista fará documento de estratégia para o CDS "abrir um novo caminho e fazer diferente". Mas recusa concorrer à liderança. "Para isso há pessoas com vontade de concorrer e indiscutível capacidade para exercer o cargo"

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

João Almeida era um dos nomes mais falados na corrida à sucessão de Paulo Portas - mas por vontade própria saiu esta tarde dessa lista. Num texto publicado na sua conta de Facebook, João Almeida agradece os contactos que recebeu incentivando-o a candidatar-se, mas deixa essa tarefa para outros. "Estou certo de que para isso há pessoas com vontade de concorrer e indiscutível capacidade para exercer o cargo. Terei todo gosto e empenho em trabalhar com quem o partido escolher", escreveu na rede social.

Fora dessas contas, João almeida faz questão, por outro lado, de se incluir noutras: a discussão sobre a "organização, estratégia e programa político" do CDS. Porque, como lembra o ex-secretário de Estado da Administração Interna, "o próximo Congresso do CDS não se limitará a escolher a sucessão de Paulo Portas".

É no debate estratégico que Almeida se diz "empenhado" e "disponível". Depois de, em 2014, ter promovido uma moção de estratégia global "que procurava antecipar as respostas que hoje precisamos de dar", Almeida propõe-se agora "reunir essas ideias" num novo documento estratégico.

"Num momento em que o CDS saiu de uma coligação de 4 anos e em que teve a mesma liderança em 16 dos últimos 18 anos, vai ser preciso fazer em 2016 o que Paulo Portas fez em 1997: abrir um novo caminho e fazer diferente", antecipa o vice-presidente de Paulo Portas.