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António Costa confiante num “tempo novo” apesar dos “desafios e obstáculos”

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MÁRIO CRUZ/LUSA

António Costa diz que a principal missão do Governo é alcançar mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade através do investimento na cultura, ciência e educação

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se esta sexta-feira confiante na construção de "um tempo novo" para Portugal, com crescimento, emprego e consolidação financeira, e na viabilidade política de uma "plataforma comum" assente no diálogo, na transparência e no compromisso.

Estas são duas das principais ideias presentes na tradicional mensagem de Natal do líder do executivo, na qual salienta a sua convicção de que a capacidade coletiva dos portugueses tornará possível "a construção de um tempo novo para Portugal".

"Um tempo novo que traga crescimento e prosperidade, um tempo novo para as famílias e um tempo novo também para as empresas; um tempo novo de oportunidades que vão ao encontro dos projetos de vida e de felicidade de cada um dos portugueses", declara António Costa.

O primeiro-ministro faz neste contexto uma alusão ao processo que conduziu à formação do seu Governo, que tem como suporte parlamentar, além do PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e "Os Verdes".

"Como ficou provado pelos acontecimentos recentes na nossa democracia, temos confiança que, pelo diálogo, pela transparência e pelo compromisso, atingiremos uma plataforma comum que dê resposta às necessidades do país, com vista ao relançamento da economia e à geração de emprego. E essas são também as bases para a consolidação sustentada das finanças públicas, objetivo que este Governo prosseguirá através da trajetória de redução do défice orçamental e da dívida pública", salienta António Costa.

Na sua mensagem, o primeiro-ministro defendeu que o país chega agora "ao fim de um ano muito exigente para todos os portugueses - um ano que ainda impôs às famílias enormes sacrifícios, que continuou a revelar bloqueios económicos e sociais" e "um ano em que as consequências da austeridade se revelaram nas desigualdades e nas dificuldades na vida dos portugueses".

Mas, segundo António Costa, 2015 foi em paralelo "um ano de mudança - uma mudança que permitirá virar a página da austeridade e colocar Portugal no caminho do crescimento, uma mudança que permite quebrar o ciclo de empobrecimento e que devolve a esperança num futuro melhor".

"Os primeiros passos nesse sentido foram já dados, através das primeiras medidas de devolução de rendimentos às famílias aprovadas no parlamento e pelo Governo. O caminho que temos pela frente não será fácil, enfrentamos enormes desafios e teremos muitos obstáculos a ultrapassar, mas estou confiante que os vamos superar", sustenta.

António Costa identifica depois como principal missão do Governo alcançar um "triplo desígnio" de mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade, através de uma estratégia de modernização da economia assente no investimento na cultura, na ciência e na educação como pilares-chave.

Em relação ao próximo ano, o primeiro-ministro aponta que em 2016 se assinalam simultaneamente os 40 anos da Constituição da República Portuguesa, os 30 anos da adesão de Portugal à então CEE (Comunidade Económica Europeia) e os 20 anos da fundação da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

"E estas três datas são o momento para reafirmamos compromissos fundamentais com a nossa própria identidade: A identidade democrática expressa na Constituição; a identidade de um país que pretende defender o futuro do projeto europeu e o seu ideal de prosperidade; e de um país que valoriza e promove a comunidade de cidadãos que partilham a nossa língua, a língua portuguesa", destaca.

António Costa dirige depois mensagens especiais às comunidades portuguesas no mundo, "aos militares das nossas Forças Armadas e elementos das forças de segurança em missões externas de paz, mas também aos refugiados no país.

"Lutaremos para continuar a ser um daqueles países que tem uma capacidade de acolhimento e integração de estrangeiros, sejam aqueles que nos visitam como turistas, como estudantes, que para aqui emigram para trabalhar, ou que aqui procuram proteção como refugiados, todos são bem-vindos e todos acolheremos de igual modo", acrescenta o primeiro-ministro.