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Santana Lopes. Governo escolheu “a solução possível” para o Banif

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FOTO Luís Barra

No espaço de comentário que partilha com António Vitorino na SIC Notícias, Pedro Santana Lopes afirmou que “as responsabilidades têm de ser assumidas” relativamente ao caso Banif, acrescentando que o “mecanismo de supervisão bancária não funciona”

“O Santander não podia ter feito melhor negócio”, considerou Pedro Santana Lopes, esta terça-feira, no habitual espaço de comentário que partilha com António Vitorino na SIC Notícias. Relativamente ao futuro do Banif, que vai ser comprado pelo banco espanhol Santander por 150 milhões de euros, o antigo primeiro-ministro mostrou preocupação para com a possibilidade de “um dia destes deixar completamente de haver banca portuguesa”.

Contudo, Santana Lopes referiu ainda que o Governo de António Costa teve pouco tempo para agir e que “foi para a solução possível”.

António Vitorino comentou que “não há suspeição de fraude” no Banif, mas, sim, “um problema que chama à responsabilidade as autoridades políticas e também a Comissão Europeia”.

Santana Lopes acrescenta que “as responsabilidades têm de ser assumidas”, porque o “mecanismo de supervisão bancária não funciona”, afirmando que “o sistema de supervisão está podre desde 2008”.

O antigo líder do PSD questinou ainda o papel da troika e a sua responsabilidade em averiguar a situação do Banif.

“A troika esteve cá e não foi só a ver os dinheiros. Esteve nas várias instituições financeiras, andaram nos bancos e tiveram noção do estado de cada uma das instituições. Se havia evidências de que o Banif não tinha condições para prosseguir, por que não se chegou à conclusão de que não havia equilíbrio?”.

Sobre a votação do Orçamento Retificativo, que acontecerá esta quarta-feira, Vitorino refere que esta é a “primeira dificuldade do Governo de António Costa”. “A isto chama-se política e nem sempre a política é racional. Portanto, vai ser emotivo como os partidos vão votar amanhã na Assembleia da República”, considera.

Opinião semelhante tem Santana Lopes. Contudo, observa que as feridas entre Pedro Passos Coelho e António Costa “estão a sarar”, sendo que o “PSD está obrigado a viabilizar o Orçamento Retificativo”.

Em análise sobre a ausência de um acordo entre o Governo e os parceiros sociais, Vitorino afirma que este “é um mau começo para a Concertação Social”. No entanto, ressalva que foi “uma negociação muito pressionada pelo tempo” e que o aumento do salário mínimo nacional para 530 euros “está assegurado”.

“Os espanhóis não sei se estão melhores ou piores do que nós”

Sobre as eleições em Espanha, Santana Lopes disse que os “espanhóis têm razões para estarem preocupados” no que diz respeito ao impasse político que se sucede à vitória do Partido Popular nas legislativas, que não obteve a maioria para formar governo.

“Os espanhóis não sei se estão melhores ou piores do que nós”, compara o ex-líder do PSD.

Vitorino partilha a mesma opinião e acrescenta que o “impasse é significativo”, sendo que “este é o Parlamento espanhol mais fragmentado desde sempre na democracia”.