Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

CDS vai votar contra o Orçamento Retificativo

  • 333

TIAGO PETINGA/LUSA

Uma vez que o PCP e o BE se afastaram do Orçamento Retificativo, a sua aprovação fica nas mãos do PSD

“Não estamos convencidos com as soluções que constam da proposta”. Assim anunciou o CDS, pela voz do deputado João Almeida, que vai votar contra a proposta de Orçamento Retificativo que é discutido esta quarta-feira no Parlamento, argumentando que “não é aceitável”que os contribuintes sejam chamados a pagar a solução para o Banif.

Numa intervenção inflamada, João Almeida argumentou que, ao contrário do que defendeu esta manhã o presidente do Partido Socialista, Carlos César, a responsabilidade quanto à precipitação da venda do Banif ao Santander Totta cabe ao novo Governo.
"Esta decisão não tinha de ser tomada agora, não tendo existido a fuga de informação que existiu", afirmou o deputado centrista, numa referência a uma notícia avançada pela TVI há cerca de duas semanas. Isto porque, defende João Almeida, a referida fuga de informação terá causado a corrida aos depósitos que fez o banco perder, “em 15 dias, mais de mil milhões de euros”.

Anunciando o voto desfavorável que o CDS vai apresentar esta quarta-feira ao documento do PS, João Almeida argumentou que “alguém ganhou” com a fuga de informação que diz ter despoletado a crise do Banif, exigindo ao Governo que “apure responsabilidades”, uma vez que “crimes têm consequências”.

“Ao primeiro problema, desapareceu a maioria”

No decorrer da intervenção do deputado do CDS houve ainda tempo para apontar falhas aos acordos entre PS e os restantes partidos de esquerda: “Ao primeiro problema, desapareceu a maioria”. Perante os aplausos das bancadas de direita, João Almeida decidiu ainda deixar um aviso ao líder do Executivo: “O primeiro-ministro fica a saber que os seus sócios estarão sempre nas fotografias das boas notícias, mas não disponíveis para resolver os problemas graves do país”.

Antes do fim da intervenção, novo ataque aos partidos que assinaram acordos com o PS: “Em linguagem de esquerda, o que nós fizemos foi bater o pé à Europa durante estes três anos”, defendeu João Almeida, argumentanto que a solução defendida pela Comissão Europeia implicaria a perda dos depósitos e de 1600 postos de trabalho. E uma questão dirigida aos partidos de esquerda: “Onde está agora o Governo que ia bater o pé à Europa e afianl em 15 dias se conformou com o que a Europa lhe impôs?”.