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Política

PSD e CDS devem deixar passar OE Retificativo

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Luis Barra

Passos reconheceu que “não teria uma solução muito diferente da que foi adotada” para o Banif. CDS é mais cauteloso e só decide sentido de voto depois de ouvir Centeno

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

A comissão permanente do PSD reúne-se às 16h desta terça-feira e deverá decidir viabilizar o Orçamento Retificativo que vai a votos esta quarta-feira no Parlamento para acomodar os encargos com o Banif. A dúvida é se se abstêm ou votam mesmo a favor. Fontes da direção parlamentar do PSD antecipam que o mais provável é a abstenção.

Também o CDS, que colocou uma série de dúvidas sobre a decisão anunciada por António Costa, e que não fechou a porta ao voto contra, poderá acabar por se abster. A decisão final dos centristas, no entanto, só será tomada depois da audição do ministro das Finanças, que está marcada para as 17h30 desta terça-feira. O CDS quer nomeadamente saber que outras alternativas foram ponderadas que pudessem ter menos custos para os contribuintes.

A abstenção do PSD chega para compensar os votos contra do PCP e, eventualmente, do BE. O chumbo dos comunistas à decisão do Governo de avançar com a resolução do banco já foi anunciado e as condições colocadas pelo Bloco de Esquerda - nomeadamente a nacionalização do Novo Banco - parecem inexequíveis.

Para o PSD, viabilizar o OE retificativo não será difícil, depois das declarações desta terça-feira do ex-primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho rejeitou o "passa culpas" dos que o acusam de ter escondido a real situação do Banif por causa da saída limpa do resgate e das eleições legislativas. Mas reconheceu que "não teria uma solução muito diferente daquela que foi adotada".

O CDS, por seu lado, mostra-se muito mais cauteloso, naquela que poderá ser a primeira divergência entre os dois partidos após o fim da coligação.

artigo atualizado às 17h06