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Marcelo com euforia a mais?

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EDUARDO COSTA / Lusa

“Daqui a semanas sou PR” arrepiou apoiantes. Mas Marcelo acha “mais provável” ele ganhar “do que o Braga levar a Taça”

Foi com um arrepio que alguns apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa leram a frase do professor na entrevista ao Expresso — “daqui a semanas sou Presidente da República”. O risco de “passar uma imagem de arrogância” deixou um rasto de preocupação nas hostes. Mas Marcelo segue o seu caminho, avesso a arrogâncias (todo o seu percurso de campanha tem sido de inclusão de tudo e todos) mas arrojado nas manifestações de confiança. A última é esta: “Acho mais provável eu vencer as eleições do que o Braga ganhar a Taça”.

Marcelo é adepto do clube e aproveitou a vitória sobre o Sporting para confessar: “Dava-me muito gozo se o Braga fosse à final e eu estivesse no Estádio Nacional como Presidente da República para entregar a Taça”. Isto, acrescentou, “aumenta a minha vontade de ganhar as eleições”. Seguiu-se a irresistível antevisão do desfecho — Marcelo acha mais fácil ser ele do que o seu clube a levar o troféu.

Confiança e discurso abrangente são o ADN da candidatura. Esta semana, no American Club, Marcelo pediu ao PSD e CDS para não “se divorciarem dos consensos de regime”: “É preciso reconstruir os consensos que se perderam”. O objetivo central, diz, é evitar “governos de seis em seis meses”. Nesse sentido, elogiou Passos e Costa pela forma “moderada” como se defrontaram no Parlamento. Esbanjar moderação é o lema do homem que acha que já ganhou.