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Passos apanha bancada de surpresa

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Marcos Borga

Dirigentes e deputados esperavam intervenção do líder parlamentar do PSD durante o debate quinzenal desta quarta-feira. Passos informou Montenegro (e Portas) horas antes de que afinal seria ele a falar.

Dirigentes e deputados do PSD foram apanhados de surpresa com a intervenção de Pedro Passos Coelho no debate parlamentar com António Costa. O ex-primeiro-ministro só informou o líder parlamentar (e o líder do CDS, ex-parceiro no Governo) de que iria ao confronto com Costa horas antes do debate.

Na véspera, vice-presidentes do PSD e do respetivo grupo parlamentar informavam que seria Luís Montenegro a falar. Passos deveria reservar-se para momentos especiais e evitar desgastar-se no confronto com o novo primeiro-ministro. O assunto vinha a ser discutido internamente, a dúvida sobre o que seria melhor instalara-se e, na terça-feira, fontes da direção do partido e da bancada informaram o Expresso de que Passos não iria a jogo.

O próprio, no entanto, nunca foi claro e só na véspera, dia em que não disse à comissão permanente do PSD, com quem esteve reunido, o que tencionava fazer, comunicou a Montenegro, que chegou a preparar-se para ter de intervir, que iria falar. Paulo Portas também foi informado horas antes. "Entre a noite de ontem e a manhã de hoje (dia do debate)", segundo fonte próxima do líder centrista.

Alertado por alguns barões do partido, entre eles Marques Mendes, de que seria um erro não intervir no primeiro debate quinzenal com Costa, Passos acabou por agarrar a oportunidade. Mas na ex-maioria é consensual não ser fácil encontrar o registo certo para esta fase nova e inesperada da vida política à direita.