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Política

Costa quer rever modelo de gestão do Banco de Portugal

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Marcos Borga

No debate quinzenal, em resposta a uma pergunta de Catarina Martins, o primeiro-ministro admitiu rever a arquitetura institucional do BdP, que considera revelar “claras insuficiências”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

António Costa aproveitou uma pergunta de Catarina Martins, do BE, para reconhecer, a propósito do Banif, que "o sistema de governação do Banco de Portugal (BdP) revela claramente insuficiências" e que o Governo, voltando "a calma" ao sector financeiro, "deve procurar encontrar um novo desenho institucional que se adeque ao essencial".

O primeiro-ministro considera que o modelo atual dá ao BdP "uma dupla função que de todo em todo não devia ter" e que não lhe dá a "independência" na tomada de decisões. Afirma ainda ser "duvidoso" que o banco central "esteja apetrechado com o know how" para poder gerir a banca comercial.

Razões, no seu entender, para o Executivo "procurar encontrar um novo desenho institucional" que permita ao Banco de Portugal "não deixar de ter instrumentos para intervir no mercado sempre que preciso", isto depois de "retomado um cenário de calma" no sector financeiro. "É essencial para dar músculo ao sistema financeiro" que o BdP possa ter uma "intervenção pronta, integrada, satisfatória", sempre que necessário.

Quanto ao Banif, Costa disse no Parlamento o que já tinha desenvolvido numa entrevista ao “Público”: nenhum depositante terá perdas, já os contribuintes podem vir a suportar alguns custos.