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Maria de Belém espera estabilidade do sistema financeiro em relação ao Banif

FOTO José Carlos Carvalho

“Temos que confiar nas entidades oficiais, no sentido de que tudo corra dentro da normalidade”, defendeu a candidata presidencial

A candidata presidencial Maria de Belém disse, esta terça-feira, esperar que “esteja tudo assegurado em termos da estabilidade do sistema financeiro português” e, concretamente sobre a situação do Banif, realçou a existência do fundo de garantia dos depositantes.

Em declarações aos jornalistas à margem de um jantar com centenas de apoiantes, a decorrer esta terça-feira em Lisboa, Maria de Belém foi questionada sobre a situação do Banif, começando por responder que os candidatos à Presidência da República “não têm informação direta das entidades que cuidam desta questão”, que são o Governador do Banco de Portugal e o Governo, manifestando grande expectativa e esperança de que “esteja tudo assegurado em termos da estabilidade do sistema financeiro português”.

“Especificamente a situação do Banif (...), não tenho informação sobre o assunto, mas sobre os depositantes, como sabem, existe o fundo de garantia dos depositantes que protege depósitos até os 100 mil euros”, disse apenas, acrescentando que “nesse contexto funcionará o mecanismo que está adequado a salvaguardar a segurança dos depositantes”.

Para a candidata presidencial, o sistema financeiro português “é necessário para o financiamento da economia e é indispensável”, não sendo “indiferente num mundo globalizado que possa existir uma banca qualquer”, uma vez que não é a mesma coisa se esta for internacional.

“Aquilo que eu acho, é que temos que confiar nas entidades oficiais, no sentido de que tudo corra dentro da normalidade”, defendeu.

Perante a insistência dos jornalistas, Maria de Belém respondeu dizendo que as últimas notícias que tinha visto “foram relativas à sua estabilidade [do Banif] e à possibilidade de estar resolvido o problema da capitalização”.

“Não há opiniões de candidatos à Presidência da República sobre uma matéria desta natureza, tão melindrosa e que é da competência própria de instituições. Eu estou preocupada com tudo aquilo que possa causar problemas à economia portuguesa e, evidentemente, o sistema financeiro português deve ter estabilidade”, enfatizou.

Para a ex-presidente do PS, a “grande preocupação é relativamente à capacidade de financiamento da economia portuguesa”, que deve “assentar num sistema financeiro português sólido, porque só esse é que sabe interpretar bem a cultura das empresas portuguesas”.