Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Costa chamou partidos a São Bento para discutir o Banif

  • 333

Luís Barra

Encontro na residência oficial do primeiro-ministro acontece na sequências das notícias sobre a instabilidade do banco. Costa chamou partidos à esquerda e à direita. Não está prevista nenhuma comunicação no final

O primeiro-ministro, António Costa, recebeu os líderes parlamentares na sua residência oficial, em São Bento, para analisar a situação financeira no Banif, disse à agência Lusa fonte oficial do Governo. A notícia foi avançada inicialmente pelo “Observador”.

A mesma fonte não adiantou mais pormenores sobre a série de reuniões requeridas pelo primeiro-ministro com os líderes parlamentares dos diferentes partidos.

Estas reuniões acontecem depois de o Banco de Portugal, em comunicado, ter referido que, em articulação com o Ministério das Finanças, "está a acompanhar a situação do Banif, garantindo, como é da sua competência, a estabilidade do sistema financeiro, bem como a segurança dos depósitos".

O supervisor financeiro adiantou no mesmo comunicado que, "tal como foi revelado pelas autoridades nacionais, europeias e pelo conselho de administração do Banif", o plano de reestruturação do banco "está a ser analisado pela Comissão Europeia e, em paralelo, está a decorrer um processo de venda internacional da instituição financeira conduzido pelo conselho de administração".

No domingo, ao fim da noite, o Ministério das Finanças, também numa nota à comunicação social, salientou que está a acompanhar a situação do Banif, após a divulgação de notícias a dar conta de que o Estado se prepara para aplicar uma medida de resolução na instituição financeira.

"O plano de reestruturação do Banif, tal como é de conhecimento público, está a ser analisado pela DG Comp [Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia]. Paralelamente, decorre um processo de venda do banco nos mercados internacionais conduzido pelo seu conselho de administração. O Governo acompanha, como lhe compete, a evolução destes processos", acrescentava-se nesse comunicado do Ministério das Finanças.