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Política

NATO “relaxada” com acordo entre PS e PCP

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Marcos Borga

Ministro dos Negócios Estrangeiros afirma que o acordo parlamentar feito com o Partido Comunista não preocupa nem os parceiros europeus nem a NATO e sublinha que o próprio secretário-geral da Aliança Atlântica lhe disse estar “relaxado” sobre o assunto

O ministro dos Negócios Estrangeiros encontrou-se esta segunda-feira com o secretário-geral da NATO. Segundo Augusto Santos Silva, o norueguês Jens Stoltenberg usou a palavra “relaxado” para descrever o que sente em relação à situação política portuguesa e ao acordo que o PS fez com o PCP, um partido que ainda em outubro condenava os exercícios militares da NATO em Portugal e a participação do país nos mesmos.

“A primeira coisa que o secretário-geral da NATO me disse a esse propósito é que ele próprio tinha liderado um governo na Noruega do qual faziam parte representantes de partidos políticos noruegueses antiNATO”, explicou Santos Silva.

De acordo com as palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros, a permanência de Portugal na Aliança Atlântica não deverá vir a ser questionada. “Nos últimos anos, a questão da NATO nunca foi uma questão relevante na agenda política portuguesa e julgo que não irá ser.”

Na estreia em Bruxelas - desde que assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros - Santos Silva encontrou-se ainda com a alta representante para a política externa, Federica Mogherini, participou no conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e teve várias reuniões bilaterais.

Santos Silva fala de “uma recepção muito calorosa” e de uma “tranquilidade absoluta relativamente à continuidade da política portuguesa europeia em matéria europeia e de política externa europeia”.