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Portas lamenta “eleitoralismo permanente” do PS

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

O presidente do CDS mostrou-se “contra a divisão entre os que são pela austeridade e os que são contra a austeridade”. Paulo Portas sublinhou ainda que “em 2015, o mais difícil ficou feito”

O presidente do CDS-PP lamentou esta quinta-feira aquilo que considerou ser “concessões à utopia” e “eleitoralismo permanente”, em clara referência ao primeiro-ministro socialista, António Costa, e seus primeiros dias de ação política.

Antes da reunião do Conselho Nacional para confirmar o apoio ao candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Portas mostrou-se “contra a divisão entre os que são pela austeridade e os que são contra a austeridade”.

“A separação é entre os que querem remover gradual, progressiva, mas seguramente, as medidas excecionais que Portugal teve de tomar depois do resgate de 2011 [sobretaxa de IRS e cortes salariais na função pública] e aqueles que ainda fazem concessões à utopia e não à realidade, um certo eleitoralismo permanente, os que querem fazer tudo de uma vez, como se fosse possível, sem garantir prudência orçamental”, criticou.

O líder democrata-cristão salientou “três sinais de forte preocupação” de “concessões erradas à extrema-esquerda”, nomeadamente “quem parece mandar na educação é a FENPROF”, nos transportes públicos, com a “reversão da concessão”, o mesmo se passa relativamente à CGTP e suas “greves sistemáticas”, bem como um certo “discurso ambíguo” sobre a concertação social e “o compromisso de quem se senta à mesa”.

“O compromisso anunciado pelo Governo de que manterá o défice abaixo dos 3%, para o interesse nacional é essa a boa opção e, claro, torna evidente que o Governo PSD/CDS deixou as contas controladas nos 11 meses do ano em que recebeu a responsabilidade de as gerir. Faltam 21 dias para o fim do ano. Manteremos a vigilância. Em 2015, o mais difícil ficou feito”, fez questão de frisar ainda Paulo Portas.

O líder do CDS-PP referiu ainda que vai propor ao Conselho Nacional nova reunião, em 7 de janeiro, para marcar o próximo Congresso Nacional do partido.