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Passos recandidata-se à liderança do PSD

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José Sena Goulão/ Lusa

O Conselho Nacional dos sociais-democratas reuniu-se esta quinta-feira à noite

Pedro Passos Coelho anunciou esta quinta-feira perante o Conselho Nacional do PSD a decisão de se recandidatar à liderança do partido, disse o porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa.

Marco António Costa transmitiu esta informação em conferência de imprensa, a meio da reunião do Conselho Nacional do PSD, órgão máximo entre congressos, que está a decorrer num hotel de Lisboa, desde cerca das 21h30.

“O doutor Pedro Passos Coelho anunciou neste Conselho Nacional a decisão de se recandidatar à liderança do PSD, fazendo assentar as linhas da sua candidatura naqueles que são os traços que a social-democracia tem garantido nos últimos anos na sua atuação, desde logo o traço reformista, o impulso reformista", declarou o porta-voz dos sociais-democratas.

O vice-presidente do PSD apontou “a opção clara pela vocação europeísta e atlantista” e uma combinação entre “realismo” e “ambição transformadora” como outras linhas da recandidatura de Pedro Passos Coelho à liderança dos sociais-democratas.

Marco António Costa considerou que as datas propostas pela direção do PSD para as diretas e para o Congresso - 5 de março e 1, 2 e 3 de abril, respetivamente - constituem “um calendário bastante alargado, com mais de 70 dias entre o período em que está a ser decidido e o momento em que se realizará”.

A aprovação deste calendário é um dos pontos na agenda da reunião de hoje do Conselho Nacional do PSD.

Segundo o cronograma do processo eleitoral interno, as candidaturas à liderança do partido e respetivas propostas de estratégia global poderão ser apresentadas até às 18h do dia 1 de março.

A data limite para os militantes pagarem quotas para inclusão nos cadernos eleitorais é 19 de fevereiro.

Segundo os estatutos do PSD, os congressos reúnem-se ordinariamente de dois em dois anos e os mandatos dos órgãos eletivos do partido têm também a duração de dois anos.

Passos Coelho tem liderado o PSD sem oposição interna organizada e foi eleito presidente deste partido, pela terceira vez, a 25 de janeiro de 2014.

O Congresso que elegeu a sua atual equipa de direção e os restantes órgãos nacionais realizou-se a 21, 22 e 23 de fevereiro de 2014, no Coliseu dos Recreios de Lisboa.

As próximas diretas ocorrerão com os sociais-democratas de regresso à oposição, na sequência do derrube do executivo PSD/CDS-PP no parlamento e da formação de um Governo do PS suportado por acordos políticos com Bloco de Esquerda, PCP e “Os Verdes”.

Passos Coelho foi eleito pela primeira vez presidente do PSD a 26 de março de 2010, derrotando Paulo Rangel e Aguiar-Branco, quando estava no poder o Governo minoritário do PS chefiado por José Sócrates.

Cerca de um ano depois, assumiu as funções de primeiro-ministro, na sequência das legislativas antecipadas de 5 de junho de 2011.

Nas diretas de 3 de março de 2012 e de 25 de janeiro de 2014, que aconteceram durante a governação conjunta com o CDS-PP, Passos Coelho foi reeleito presidente do PSD sem adversários.