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Passos cede lugar a Balsemão no Conselho de Estado

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O primeiro militante do PSD deverá liderar a lista da direita para o Conselho de Estado

FOTO JOSÉ CARLOS CARVALHO

As contas para as listas que esquerda e direita vão apresentar à Assembleia da República na próxima sexta-feira já estão a ser feitas. A oposição não deverá indicar nenhum líder partidário para o órgão consultivo

Depois de o PS ter decidido romper o acordo do bloco central no que toca à repartição de lugares no Conselho de Estado e avançar com uma lista da esquerda, sabe-se agora que o líder da oposição não vai fazer parte do órgão consultivo da Presidência da República. É que, de acordo com informações avançadas na edição desta sexta-feira do jornal “Sol”, Passos Coelho tomou esta quinta-feira a decisão de ceder o seu lugar no topo da lista que a direita vai apresentar a Francisco Pinto Balsemão, o militante número um do PSD e já com assento no Conselho de Estado na quota das escolhas pessoais de Cavaco Silva.

Segundo a notícia do semanário, Passos só planeia voltar a fazer parte do órgão enquanto primeiro-ministro, razão pela qual decidiu ceder o seu lugar na lista que a direita está a preparar para apresentar na Assembleia da República, na próxima sexta-feira. Uma fonte próxima do líder do PSD, citada pelo mesmo jornal, adianta ainda que Passos “não tem apego ao lugar” e que discutiu a decisão na noite desta quinta-feira, altura para a qual estavam agendadas as reuniões da Comissão Permanente, da Comissão Política e do Conselho Nacional social-democrata.

Habitualmente, o bloco central, formado por PSD e PS, chega a acordo para que os dois partidos dividam entre si, de forma proporcional às suas representações na Assembleia da República, os cinco assentos que o Parlamento tem direito a indicar para o Conselho de Estado. No entanto, desta vez os socialistas querem mudar de estratégia e fazer com que a maioria parlamentar de esquerda seja representada neste órgão, ficando assim em maioria relativamente aos partidos de direita, com três dos cinco lugares.

Segundo o antigo método de repartição dos assentos, o PS ficaria agora com apenas dois lugares, uma vez que elegeu menos deputados do que os sociais-democratas nas últimas eleições legislativas.

Portas não deverá representar o CDS

O “Sol” adianta ainda que, da parte do maior partido da oposição, há abertura para ceder um lugar ao CDS na lista que será discutida e votada pelo Parlamento já na próxima sexta-feira, dia 18. No entanto, o CDS deverá seguir o exemplo do PSD e escolher outro nome que não o do seu líder - o jornal arrisca personalidades como António Lobo Xavier, Bagão Félix, Adriano Moreira, Luís Queiró ou Nogueira de Brito - para ocupar o lugar no Conselho de Estado.

O PS estará a planear ceder um dos seus lugares ao Bloco de Esquerda, onde prevalece a intenção de indicar o antigo coordenador do partido Francisco Louçã para o cargo. Já o PCP, se tiver acesso a um dos assentos, deverá seguir a tradição do partido e escolher o seu secretário-geral Jerónimo de Sousa.