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Passos e Portas com Marcelo

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Luis Barra

PSD e CDS vão recomendar o professor para as presidenciais de 2016. Portas justifica que já existindo um Governo socialista e um primeiro-ministro socialista, “não há vantagem em acrescentar a esta lista um Presidente da República socialista”

A Comissão Política Nacional do PSD propõe esta quinta-feira que o Conselho Nacional social-democrata aprove uma recomendação de voto na candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa dirigida aos eleitores do partido.

“Recomendar aos eleitores do PSD o voto na candidatura” de Marcelo Rebelo de Sousa, é o que se lê na proposta que foi aprovada esta quinta-feira pela direção nacional social-democrata e que seja submetida ao Conselho Nacional do PSD, disseram à agência Lusa dirigentes do partido.

O antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa é o único candidato desta área política às eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2016.

Também na Comissão Política Nacional, os sociais-democratas aprovaram uma proposta de realização de diretas para a liderança do partido a 5 de março, seguidas de um congresso a 1, 2 e 3 de abril. Esta proposta de calendário foi aprovada pela direção nacional social-democrata para ser levada à reunião de desta quinta-feira à noite do Conselho Nacional do PSD, órgão máximo partidário entre congressos, disseram à agência Lusa fontes sociais-democratas.

Já o CDS também já vai recomendar o professor nas presidenciais do próximo ano. Paulo Portas anunciou que vai recomendar ao Conselho Nacional democrata-cristão a adoção da recomendação de voto em Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais de 24 de janeiro.
Antes da reunião do órgão máximo entre congressos dos centristas, na sede nacional do CDS-PP, em Lisboa, Paulo Portas louvou a independência da candidatura do antigo presidente do PSD e há muito comentador político.

“A direção propõe a recomendação de voto para os eleitores da nossa área para contribuírem para a eleição do professor Marcelo Rebelo de Sousa”, afirmou o ex-vice-primeiro-ministro.

Destacando que as eleições para o Palácio de Belém partem de um "ato de vontade pessoal e inequívoco por parte dos candidatos que se submetem a sufrágio", o líder centrista defendeu que "as forças democráticas não devem olhar para as presidenciais como uma correia de transmissão dos partidos políticos".

“A forma independente como a candidatura nasceu e a forma abrangente como se tem afirmado distinguem-no de outros candidatos”, continuou, ainda sobre Marcelo Rebelo de Sousa, salvaguardando que a recomendação será agora “debatida em Conselho Nacional e os conselheiros votarão como entenderem, em total liberdade”.

Portas destacou também que o jurista Marcelo Rebelo de Sousa tem afirmado o “respeito pelo regime semi-presidencial - nem poderes a mais, nem a menos”-, sendo um “defensor das opções europeias e atlânticas de Portugal”, acrescentando que já existem um Presidente da Assembleia da República socialista, um Primeiro-Ministro socialista, um Governo socialista e um Presidente da Câmara Municipal de Lisboa socialista e “não há vantagem em acrescentar a esta lista um Presidente da República socialista”.