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PSD e CDS anunciam apoio a Marcelo (mas vão aparecer pouco na campanha)

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rui duarte silva

Os Conselhos Nacionais de PSD e CDS realizam-se esta noite e vão oficializar o apoio a Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, o candidato presidencial não quer ficar colado aos partidos de direita para não comprometer a abrangência do seu potencial eleitorado

“Uma campanha diferente, muito diferente mesmo”. É assim que o candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa, citado pela edição desta quinta-feira do jornal “i”, descreve o caminho que pretende percorrer até às eleições de janeiro do próximo ano. E percebe-se porquê: de acordo com as informações apuradas pelo “Diário de Notícias”, os Conselhos Nacionais de PSD e CDS vão aprovar esta quinta-feira o apoio formal ao candidato, mas os respetivos líderes partiddários terão a mínima ligação possível à campanha.

Sem quererem comprometer a abrangência do potencial eleitorado do professor de Direito, que se tem focado em cativar votos à esquerda, os partidos de direita querem mostrar união na escolha do candidato presidencial a apoiar: “Presevar e respeitar a natureza especial, suprapartidária das eleições presidenciais, será certamente um dos argumentos”, diz uma fonte dos partidos de direita citada pelo “DIário de Notícias”, falando da proposta que Passos Coelho e Paulo Portas vão levar aos respetivos Conselhos Nacionais.

A mesma fonte adianta ainda que, para PSD e CDS, importa sublinhar o compromisso do próximo presidente da República para com as instituições europeias: “[O Presidente da República] tem funções de representação externa do país e é o comandante supremo das Forças Armadas. Logo, tem de acreditar e defender os compromissos de Portugal na União Europeia e com a NATO. É estratégico para o país”.

Já uma fonte próxima do candidato presidencial citada pela edição desta quinta-feira do jornal “i” realça que “a participação [de CDS e PSD] vai ser mínima”. Para mais, adianta que a campanha vai decorrer “sem grandes eventos, comícios ou concentrações”. Por outro lado, uma fonte da direção do PSD citada pelo matutino deixa um recado: “Vamos ver até quando é que consegue fazer tudo como one man show. Por agora é fácil, mas quando em janeiro precisar de cobrir o país de norte a sul vai precisar de gente no terreno”.

“Um estilo diferente de candidatura presidencial”

Na segunda-feira, em entrevista à SIC, o ex-comentador político mostrava não ter vontade de se associar a partidos, revelando que “aceita” estes apoios mas que os mesmos não “o vinculam minimamente”: “Eu avancei com uma candidatura independente e um estilo diferente de candidatura presidencial. É uma campanha muito solitária, em que aceito apoios que vierem de pessoas, instituições e partidos, mas em que não vincula em nada a minha candidatura aos apoios que venha a receber”, realçou.

Os Conselhos Nacionais desta noite, onde será previsível que se discuta também a situação política e a alegada ilegitimidade do novo Executivo, estão marcados para as 21h; os sociais-democratas reúnem-se num hotel de Lisboa e o CDS junta-se na sede do partido.