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Porque foi Cunhal contra a Primavera de Praga?

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Foi esta noite lançado em Peniche o quarto volume da biografia de Álvaro Cunhal de autoria de José Pacheco Pereira referente ao período 1961-68

Cunhal defendeu a invasão soviética da Checoslováquia em 1968, não porque não simpatizasse com as tentativas de renovação dos comunistas checos mas por mero pragmatismo.

Mais importante para ele que experiências de renovação do socialismo era que a União Soviética prevalecesse, porque sem a força desta o movimento comunista internacional passaria por enormes dificuldades. Mais que algum seguidismo, relativamente a Moscovo, foi um raciocínio geoestratégico que prevaleceu. Imagine-se, portanto, o choque que terá sido para ele a queda do muro de Berlim e a derrocada da URSS.

Esta foi uma das ideias focadas por Pacheco Pereira na apresentação do quarto volume da biografia de Álvaro Cunhal. O local escolhido pelo seu simbolismo, o Forte de Peniche, prisão política do salazarismo, de onde Cunhal e outros dirigentes do PCP fugiram em 1961.

Dificilmente se conseguiria reunir um grupo tão numeroso e heterogéneo como este, disse Pacheco Pereira, aludindo à presença na sala do candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa, do ministro da Cultura João Soares, do militar de Abril Vasco Lourenço, da historiadora Irene Pimentel, o filósofo Eduardo Lourenço e de muitas outras dezenas de figuras da vida política intelectual portuguesa.

O quarto volume da obra foca o período entre a fuga de Peniche em 1961 e a doença de Salazar em 1968.