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Duarte Marques: “António Costa é menos raivoso contra o PSD do que Pacheco Pereira”

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Duarte Marques é deputado do PSD

Alberto Frias

Deputado do PSD acusa Pacheco Pereira de estar sempre contra o partido e sugere-lhe que o abandone

Duarte Marques não podia ser mais claro: Pacheco Pereira deve abandonar o PSD. O deputado do PSD mostrou-se chocado com o suposto apoio de Pereira à candidatura de Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, às presidenciais e diz que não percebe por que razão é que o comentador se mantém no partido. “O dr. Pacheco Pereira é um conjunto de incoerências políticas, a única coerência que tem é ser contra o PSD”, disse esta terça-feira na SIC Notícias.

“Nos últimos anos, Pacheco Pereira revelou uma raiva assustadora perante o PSD. Acho estranho que não o diga em congressos. Mas não exijo a sua saída, porque isso era fazer dele um mártir, que era o que ele queria”, explicou. “António Costa é menos raivoso contra o PSD do que Pacheco Pereira”.

Confrontado com as críticas de Pacheco Pereira à política do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, Duarte Marques ressalvou que a “raiva” do militante nunca o levou a manifestar-se no PSD. “Nunca o vi fazer nada para mudar o partido, nunca interveio no Conselho Nacional do partido”.

“De facto, Pacheco Pereira está muito mais próximo das ideias de Marisa do que do centro-direita”, acrescentou.

As declarações de Duarte Marques surgem depois de se ter sabido que Pacheco Pereira iria participar numa ação de debate organizada pela campanha de Marisa Matias. Contudo, num texto publicado no seu blogue, “Abrupto”, o militante do PSD já tinha esclarecido que isso não quer dizer que apoie a candidata do Bloco de Esquerda.

“Antes que a comunicação social me torne 'propriedade' de qualquer candidatura presidencial, informo que tenho já prevista a participação em debates e colóquios organizados pelas candidaturas de Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias e tenho falado pessoalmente sobre a questão presidencial com outros candidatos. Como são conversas privadas ficam privadas. Faço-o com inteiro à vontade, visto que não me furto a discutir Portugal e os portugueses, na medida das minhas capacidades, e considero que estas eleições têm vários candidatos que as dignificam. Não é por ecletismo, a que sou avesso, nem por querer pairar acima das opções políticas concretas. Se entender vir tomar posição pública, toma-la-ei, até lá interessa-me mais a discussão e o debate público que terei o gosto de fazer, para já 'ao lado' das candidaturas que me honraram com esse convite”, escreveu Pacheco Pereira.