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Política

Centeno reafirma “contas públicas sustentáveis” na legislatura

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Mário Centeno enquanto discursava na Assembleia da República

Marcos Borga

No discurso que proferiu este sábado na V convenção regional da Federação da Área Urbana de Lisboa do Partido Socialista, o atual ministro das Finanças nada disse sobre o défice público em 2015

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou hoje que o Governo vai apresentar na legislatura “contas públicas sustentáveis” que passam por “reduzir o peso da dívida no Produto Interno Bruto (PIB)”.

Mário Centeno, que falava na V convenção regional da FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do Partido Socialista) sobre competitividade e emprego, adiantou que o novo Governo liderado por António Costa vai “garantir um sistema financeiro estável” sem, no entanto, se referir diretamente aos temas mais polémicos da banca portuguesa como são o Novo Banco e o Banif.

O ministro das Finanças não tocou no assunto do défice público em 2015, mesmo depois de na sexta-feira, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho ter afirmado que “tudo se encaminha” para que o défice nacional possa ficar “abaixo dos 3%”.

Com estas declarações, o ex-primeiro-ministro veio contrariar a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que estimou na quinta-feira que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano, um valor acima da meta do anterior Governo para a totalidade do ano.

“No que respeita à despesa, tudo se encaminha para que possamos ter um défice abaixo de 3%”, afirmou o ex-primeiro-ministro, explicando que, para tal objetivo, “basta manter o nível de esforço de despesa e ter o mesmo padrão de receita que até outubro foi observado, para que um défice inferior a 3% seja alcançado”.

O ex-primeiro-ministro lembrou também as palavras que disse ao novo primeiro-ministro, António Costa, quando lhe passou a “pasta”: “Se quiser ter um défice abaixo de 3% isso está ao seu alcance, mas para o poder alcançar o senhor tem de se empenhar nisso”.