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Política

CDS admite que meta do défice falhe - mas ainda acredita

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Marcos Borga

Deputada Cecília Meireles fala nos dois cenários - o melhor e o pior - mas continua crente de que o défice possa ficar “bem abaixo dos 3%”, dizendo que “cabe ao atual Governo fechar o ano”

O CDS confirmou esta sexta-feira que admite a possibilidade de que a meta do défice para este ano acabe por ser incumprida, pela voz da deputada Cecília Meireles. Esta foi a reação aos dados divulgados esta quinta-feira pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que revelou que em setembro o défice ficou nos 3,7%, um ponto acima do objetivo fixado pelo anterior Governo para o final deste ano.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Cecília Meireles explicou que “a trajetória do défice tem sido de diminuir”, razão pela qual continua a acreditar que o valor possa ficar, no final deste ano, “bem abaixo dos 3%”. No entanto, admite que os “riscos” para os quais a UTAO alertou têm razão de ser: “A consolidação e o cumprimento de metas exigentes” são objetivos complicados, diz a deputada.

Cecília Meireles insistiu, ao longo da sua intervenção, na ideia de que o gasto de 30% da almofada financeira prevista para 2015 no mês de novembro, informação confirmada pela UTAO, não será motivo para sustos: “A execução não é exatamente igual de uns meses para os outros”, disse, garantindo que “as despesas necessárias estão acauteladas” até ao final deste ano.

Houve ainda tempo para passar a bola ao atual Governo: “Cumpre a este Governo acabar esta execução”, lembrou a deputada do CDS, acrescentando que o Executivo liderado por Costa deverá “fechar o ano com cautela e rigor”. No entanto, o novo Governo não deverá “começar a autorizar despesas que façam perigar a execução orçamental”, rematou.