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Política

BE. “Fortaleza económica que PSD e CDS prometeram é um castelo de cartas”

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Marcos Borga

Em reação ao novos dados orçamentais divulgados esta sexta-feira pela UTAO, que coloca o défice em 3,7% no mês de setembro, Mariana Mortágua defende ser preciso “colocar as responsabilidades no sítio certo”

O Bloco de Esquerda (BE) declarou esta sexta-feira que a "fortaleza" económica que PSD e CDS prometeram em campanha eleitoral deixar ao novo Governo não é mais que um "castelo de cartas" que ao menor sopro "pode cair".

Na reação a novos dados orçamentais divulgados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a deputada bloquista Mariana Mortágua, que falava aos jornalistas no Parlamento, advertiu que é preciso "colocar as responsabilidades no sítio certo" sobre desvios orçamentais.

"Os dados da UTAO dizem respeito à execução orçamental de outubro, onde havia um Governo em funções", da responsabilidade de PSD e CDS, vincou a parlamentar.

E acrescentou: "PSD e CDS fizeram uma campanha a garantir ao país que havia uma fortaleza: havia crescimento económico sólido, recuperação económica sólida, contas públicas sólidas", mas afinal sabem que o défice de 2,7% no final do ano "dificilmente pode ser cumprido" e os partidos querem "imputar responsabilidades ao novo Governo".

A UTAO estima que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano, um valor acima da meta do anterior Governo para a totalidade do ano.

Para que o défice orçamental fique abaixo dos 3% no final de 2015, garantindo o encerramento do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), "o saldo orçamental do quarto trimestre terá de se situar também numa situação próxima do equilíbrio, mas com um resultado relativamente menos exigente do que para o cumprimento da meta anual", sinaliza a UTAO.