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Jerónimo. “Rejeitaremos a rejeição”

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Marcos Borga

Ao sublinhar que o compromisso do seu partido “é com os trabalhadores e com o povo”, o líder comunista justificou o chumbo à moção de rejeição apresentada pelo PSD e pelo CDS, por esse ser o voto “que vai ao encontro da vontade” dos portugueses

Numa intervenção em que Jerónimo de Sousa recuou ao passado para enumerar várias das políticas da anterior maioria que, em seu entender, se traduziram numa “governação que deixou o país de rastos”, o líder comunista criticou esta tarde, durante a discusão do programa de Governo, a ideia da existência de “votos de primeira e votos de segunda”, afirmando a “legitimidade” “inquestionável” do novo Governo.

“Está aberta uma nova fase”, prosseguiu, para “um percurso que não será fácil, nem simples”, mas assente num programa com condições para um trabalho “duradouro”.

Jerónimo de Sousa condenou ainda o “azedo mau perder” dos partidos da direita, para os acusar de fazer “declarações catastrofistas”, cujo único objetivo “é provocar o medo”.

Sobre a moção de rejeição apresentada pelo PSD e CDS, o líder do PCP explicou o motivo para o seu partido votar contra. “Rejeitaremos a rejeição”, disse, “porque queremos manter aberta a janela da esperança” e “porque já chega de políticas de exploração e empobrecimento”.

“É este o voto que vai ao encontro do povo português”, acrescentou, reconhecendo depois que o programa do Governo não é “naturalmente” o programa do PCP - “não é exigível que o fosse” - mas que os os comunistas preferem olhar para os pontos de convergência.

O compromisso do seu partido “é com os trabalhadores e com o povo”, frisou, lembrando que o programa que agora é proposto acolhe contribuições dos comunistas, num esforço “para encontrar respostas e soluções que pudessem responder aos interesses e aspirações prementes dos trabalhadores e do povo”.