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Centeno desagradado com palavras “despropositadas” de Sérgio Monteiro

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Alberto Frias

O ministro das Finanças criticou as palvaras de Sérgio Monteiro, que afirmou que reverter a concessão dos transportes seria uma má opção, uma vez que se estaria a deitar fora capital estrangeiro

Mário Centeno garantiu esta quarta-feira que a posição do Governo perante o Novo Banco é de "proteção sem limites do interesse dos contribuintes e do Estado" e criticou o coordenador da venda do antigo BES, Sérgio Monteiro.

O governante criticou ainda as "estranhas palavras" do atual coordenador global de venda do Novo Banco, Sérgio Monteiro, considerando que foram "despropositadas" e que "não são do agrado do Governo".

Esta terça-feira, Sérgio Monteiro defendeu que reverter a concessão dos transportes seria uma má opção, uma vez que se estaria deitar fora capital estrangeiro.

"Não devemos correr o risco de fazer de Portugal um animal estranho para quem quer investir. Temos um problema de capital. Se é nacional ou estrangeiro é uma discussão para a qual não quero contribuir. Precisamos de capital, a nacionalidade podemos discutir depois", afirmou Sérgio Monteiro, durante a conferência do quarto aniversário do "Dinheiro Vivo".

Durante o debate parlamentar desta tarde, Mário Centeno afirmou que "a posição do Governo em relação a estes assuntos é de proteção sem limites do que é o interesse dos contribuintes e do Estado".

O ministro das Finanças respondia à deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mórtagua, que questionou o Governo sobre qual será a posição do Governo perante as "bombas relógio" do Novo Banco e do Banif deixadas pelo anterior executivo PSD/CDS-PP".