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Costa reafirma em Bruxelas “o óbvio” compromisso de Portugal com o projeto europeu

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ETIENNE LAURENT/EPA

Antes do início do Conselho Europeu, o primeiro-ministro português disse ter “feito questão” de que a sua primeira deslocação ao exterior “fosse precisamente à União Europeia”

Em Bruxelas, para participar no seu primeiro Conselho Europeu, António Costa sublinhou ter feito questão de que a primeira deslocação "fosse precisamente à União Europeia", para reafirmar "o óbvio" compromisso de Portugal com o projeto europeu

"Eu fiz questão que esta minha primeira deslocação ao exterior fosse precisamente à União Europeia para reafirmar aquilo que é óbvio: a UE é uma aposta estratégica, fundamental, dos governos portugueses, desde que em 1976 o dr.Mário Soares apresentou o pedido de adesão de Portugal à UE, e desde aí Portugal tem tido uma posição constante e vai continuar a ter, obviamente", sempre "na linha da frente dos processos de integração europeia", disse.

O Conselho Europeu deu hoje as boas-vindas a dois "estreantes" em cimeiras de líderes da União Europeia, os primeiros-ministros de Portugal, António Costa, e da Polónia.

"Temos dois colegas novos entre nós hoje, a primeira-ministra da Polónia, Beata Szydlo, e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa", observou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na sua intervenção de abertura dos trabalhos.

"Seja muito bem-vindo", disse Tusk em português, dirigindo-se a António Costa, depois de ter deixado as mesmas palavras, em polaco, à sua compatriota.

Três dias após ter tomado posse, António Costa participa na reunião dos líderes da UE com a Turquia. encontro que tem sobre a mesa as migrações. Costa sentou-se no lugar imediatamente à direita da chanceler alemã Angela Merkel, o mesmo que Pedro Passos Coelho ocupou nos últimos quatro anos.

A curta cimeira deste domingo - a reunião, iniciada pouco depois das 16h locais (15h de Lisboa), deve terminar cerca das 19h locais - visa tratar do fortalecimento da cooperação entre o bloco europeu e a Turquia para ume melhor gestão dos fluxos migratórios, devendo ser oficializado um fundo de 3 mil milhões de euros que a União oferecerá a Ancara em troca da sua ajuda gerir os fluxos de refugiados oriundos da Síria.

A Turquia está representada pelo primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, também ele recém-empossado no cargo.