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Louçã: Cavaco “fragilizado” por dar posse a uma “solução com que não concorda”

Antonio Pedro Ferreira

No habitual espaço de comentário na SIC Notícias, Francisco Louçã confessou estar surpreendido por Mário Centeno, como ministro das Finanças, ser apenas o número quatro do Governo de António Costa. Referiu também que o OE 2016 vai ser aprovado entre “negociações trabalhosas, mas sem dificuldades políticas”

Francisco Louça considerou que o discurso de Cavaco Silva, na tomada de posse do XXI Governo Constitucional, foi mal interpretado e não crê que tenha “sido uma espécie de ameaça”. No habitual espaço de comentário de sexta-feira à noite na SIC Notícias, o antigo líder do BE sublinhou que o Presidente da República chegou à cerimónia “fragilizado”.

“O discurso foi interpretado como uma espécie de ameaça velada. Chegou fraco à cerimonia porque deu posse a esta solução com que não está de acordo. Já tinha mostrado no comunicado [em que anunciava a indigitação de António Costa como primeiro-ministro] que a solução que teve de aceitar não era a sua”, disse Louçã.

O facto de o chefe de Estado falar sobre os seus poderes só mostra, na opinião do comentador, “fragilidade“. “Não tem nenhum sentido pensar que o Presidente pode demitir o Governo”. disse.

O antigo líder do Bloco de Esquerda referiu ainda que as palavras de Costa, no discurso de tomada de posse, sublinharam “a sua natural assunção do poder“ e a matriz “moderada” do Governo que entra em funções.

Para Louçã, o elenco do novo Executivo trouxe “confirmação e surpresas”. “Não esperava que Mário Centeno fosse o quarto na hierarquia. Não é costume isso acontecer, tendo em conta o peso que as Finanças têm”.

Sobre o Orçamento de Estado para 2016, Francisco Louçã, acredita que será aprovado “com negociações trabalhosas mas sem dificuldades politicas”. E acrescentou: do acordo à esquerda pode esperar-se muita discussão e não apenas o voto garantido como o CDS fazia com o anterior Governo.