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Jerónimo sobre Cavaco: “São águas passadas”

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Alberto Frias

Secretário-geral do PCP, que não vai estar esta tarde na tomada de posse do Governo PS, diz ao Expresso que o facto de o partido estar representado pelo líder parlamentar João Oliveira já é “coisa bastante”. Mas não vai porque o convite é de Cavaco Silva? “Não, isso para mim são águas passadas”

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Mais uma vez, Jerónimo de Sousa não vai aparecer na fotografia das esquerdas que apoiam o Governo de António Costa. Ao contrário de Catarina Martins, líder do BE, Jerónimo de Sousa não vai estar na cerimónia da tomada de posse, marcada para as 16h, no no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Jerónimo de Sousa explica ao Expresso que não há nesta ausência “nenhum preconceito, nem nenhuma resistência”. Lembra aliás que “o secretário-geral do PCP nunca foi a uma tomada de posse”. E por isso acredita que a escolha e “a responsabilização do meu camarada João Oliveira é coisa bastante. Eu informei que estaria representado por ele e nesse sentido creio que não é de minimizar esta posição”.

Sendo um dos mais críticos de Cavaco Silva e da sua atuação durante o processo de formação de Governo, Jerónimo de Sousa explica que a sua ausência não se trata de uma recusa a um convite de Cavaco Silva (o anfitrião da cerimónia): “Não, isso para mim são águas passadas”. E por “águas passadas”, entenda-se, Jerónimo estava a referir-se ao final do mandato do Presidente.

Jerónimo de Sousa falou ao Expresso para uma longa entrevista que será publicada este sábado, na edição em papel, onde fala dos bastidores do acordo com o PS, do Orçamento do Estado de 2016 e das moções de censura da direita, da sua liderança e das críticas internas. E do que pensaria Álvaro Cunhal sobre a “posição conjunta” das esquerdas.

  • À semelhança de Bloco de Esquerda e PCP, também o Partido Ecologista Os Verdes assistirá à posse do Governo do PS, esta quinta-feira à tarde, no Palácio da Ajuda