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Bruxelas tem urgência em ouvir Centeno? Novo ministro reage - e pede igualdade

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alberto frias

Comissão Europeia diz que não há razão para suspeitar que Portugal não vai cumprir os seus compromissos, mas sublinha que também não há razão para passar um cheque em branco

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta quinta-feira presumir que a urgência da Comissão Europeia em falar com o tutelar desta pasta em Portugal "seja a mesma que aplicam a todos os países, em todas as circunstâncias".

O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse esta quinta que a Comissão Europeia vai entrar em contacto "muito rapidamente" com o novo ministro das Finanças, Mário Centeno, para conhecer as "intenções" do novo Governo português.

À saída da tomada de posse do XXI Governo, Mário Centeno foi questionado sobre este tema pelos jornalistas, presumindo que "a urgência da Comissão Europeia" seja a mesma que é aplicada "a todos os países, em todas as circunstâncias, porque Portugal é um país-membro".

"Nós sempre dissemos que Portugal tem que ser um país-membro na área do Euro no sentido construtivo do termo e é assim que vamos continuar a assumi-lo", garantiu.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse esta quinta-feira que não há razões para “duvidar” da capacidade do governo de António Costa para inverter o cenário de desequilíbrios macroeconómicos – como a dívida pública elevada e alta taxa de desemprego. Mas...

“Não vejo nenhuma razão para duvidarmos, à priori, mas também não há razão para passar um cheque em branco”, disse Pierre Moscovici, respondendo à questão sobre se temia o impacto da reversão de medidas de austeridade anunciadas por António Costa.

E os avisos de Cavaco?

O novo titular da pasta das Finanças do Governo de António Costa foi ainda interrogado sobre os avisos deixados pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e foi perentório na sua interpretação: "O programa de Governo que vamos aprovar esta sexta-feira em conselho de ministros vai ser apresentado na Assembleia da República e vai ser aplicado".

O grande desafio que o Governo tem pela frente é, na opinião de Centeno, a implementação do programa de Governo que vai ser aprovado em conselho de ministros e apresentado na Assembleia da República, não adiantando mais nada.