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Tabus, papéis do divórcio, muros e preconceitos: 13 frases de um primeiro-ministro indigitado

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Rui Duarte Silva

O percurso político dos socialistas traçado em declarações do seu secretário-geral e agora primeiro-ministro indigitado. Trezes frases que ajudam a compreender o atual momento político, desde a campanha eleitoral até aos dias mais recentes

1

"Somos aqueles que sabem abrir e lançar pontes, mobilizar todos, estabelecer diálogo e unir o país, encontrando soluções de governabilidade para o país."
30 de setembro

2

“Manifestamente, não me vou demitir. (…) O PS não se satisfaz numa maioria negativa, apostada apenas em criar obstáculo, sem ter uma alternativa credível de Governo."
4 de outubro, no discurso proferido após a derrota eleitoral nas legislativas

3

"Foi um diálogo muito franco [com o PCP]. Nos próximos dias, há condições para aprofundar pontos de convergência identificados nesta reunião, dando-lhes expressão institucional."
7 de outubro

4

"Todos temos estado a trabalhar não no programa de cada um dos partidos [BE, PCP e PEV] - cada um tem a sua própria autonomia e expressa aquilo que é posição de cada um dos partidos - mas, a trabalhar naquilo que importa, trabalhar na plataforma de um Governo"
12 de outubro

5

"A Europa pode ficar descansada. O PS não é o Syriza. Quer o PCP quer o BE aceitaram discutir com o PS a viabilização de um Governo sem pôr em causa compromissos internacionais."
13 de outubro

6

"É inaceitável o modo afrontoso como o PR [Presidente da República] se refere ao PS. Os socialistas não têm lições a receber do prof. Aníbal Cavaco Silva."
22 de outubro

7

"É preciso pôr termo ao último resquício do PREC"
7 de novembro

8

"Dissemos e repetimos que ninguém contasse com o PS para apoiar a continuação das políticas da coligação PSD/CDS. Palavra dada tem de ser palavra honrada e esta é a primeira razão para apresentarmos e votarmos uma moção de rejeição deste programa de Governo."
10 de novembro

9

"Pela parte do PS sabemos que não ganhámos as eleições, mas sabemos também que não temos o direito de nos furtar à responsabilidade de procurar assegurar a Portugal a estabilidade que Portugal precisa, nem de trair a vontade de mudança daqueles que em nós votaram."
10 de novembro

10

"Acabou um tabu, derrubou-se um muro, venceu-se mais um preconceito."
10 de novembro

11

"No dia em que qualquer deles [BE; PCP e PEV] sentir a necessidade de apresentar uma moção de censura, é a mesma coisa que qualquer um de nós meter os papéis do divórcio: nesse dia o casamento acabou, o Governo acabou."
10 de novembro, após a queda do Governo de Passos Coelho no Parlamento e a assinatura, ocorrida pouco antes desse chumbo, do acordo firmado pelo PS com os partidos à sua esquerda

12

"Quando os ouço falar em fraude, só me lembro daqueles eleitores que acreditaram nas notícias que foram dadas a poucas semanas das eleições, segundo as quais a gestão financeira tinha sido tão boa, que o país tinha os cofres tão cheios, que 36% [da sobretaxa de IRS] seriam recuperados pelos contribuintes. Isso foi uma mentira, foi um embuste."
19 de novembro

13

[Um Governo do PS apoiado pela esquerda] "É a solução necessária para aquilo que se impõe e para poupar ao país um arrastamento de uma situação de incerteza, uma situação de indefinição, que colocaria o país numa situação de crise política desnecessária"
21 de novembro