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Nuno Magalhães. Governo PS é “politicamente ilegítimo”

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Numa reação à indigitação de Costa, o CDS realça os aspetos “inéditos” que caracterizam o novo Governo socialista

“É a primeira vez que em 40 anos de democracia a maioria relativa escolhida pelos portugueses é impedida de governar.” Assim reagiu o CDS, pela voz do líder parlamentar, Nuno Magalhães, à indigitação de António Costa como primeiro-ministro, decisão anunciada esta terça-feira pela Presidência da República.

Numa declaração curta e sem direito a perguntas dos jornalistas, Nuno Magalhães enunciou as razões que levam o partido a condenar a atuação de Costa: “É a primeira vez em 40 anos de democracia que o perdedor é indigitado (…) e que teremos um Governo cuja estabilidade dependerá de partidos que defendem a saída do euro”.

O líder parlamentar fez questão de frisar que, embora o novo Executivo PS seja “formalmente constitucional”, é visto pelo CDS como sendo “politicamente ilegítimo”. Nuno Magalhães diz que o novo Governo vai ser “responsável por efeitos preocupantes” que se farão sentir, tanto na economia portuguesa como na confiança externa.

Nuno Magalhães acusou ainda o secretário-geral do Partido Socialista de aproveitar uma “circunstância excepcional” - baseada na crise política que, defende o CDS, foi provocada pelo próprio PS - para chegar ao poder.

Antes de terminar a declaração, nova crítica aos socialistas: para o CDS, é “incompreensível” a decisão do PS de não revelar o conteúdo da missiva enviada esta segunda-feira ao chefe de Estado em resposta às dúvidas colocadas por este quanto a um Executivo PS. O partido argumenta que “a transparência e o debate democrático” são de “interesse nacional” e por isso as respostas de Costa deveriam ter sido públicas.