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Ministro dos Negócios Estrangeiros: Santos Silva, um homem polivalente

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O seu último cargo governativo foi na Defesa, no segundo Governo de Sócrates. Mas já ocupou quatro postos distintos em vários governos

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Daniel Rodrigues

Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros da lista que António Costa deverá apresentar ao Presidente da República, estreou-se nos corredores do Governo como secretário de Estado da Administração Educativa, no primeiro ano do segundo Governo de António Guterres. Mas logo depois assumiu a pasta da Educação, em 2001, mas logo depois a da Cultura, onde se manteve até ao fim do Governo de Guterres.

Sociólogo de profissão, de 59 anos, haveria depois de assumir, no primeiro Governo de José Sócrates, uma das pastas onde se tornou polémico - a de ministro dos Assuntos Parlamentares. É desses tempos que se lhe conhece a frase "gosto de malhar na direita".

No segundo Governo de Sócrates é chamado para a Defesa, pertencendo além do mais ao círculo definidor das políticas do então primeiro-ministro.

Com a queda deste Governo, regressa ao Porto e à Faculdade de Economia, onde é professor. A candidatura de António Costa a secretário-geral torna-o depois mais ativo politicamente, sendo uma das personalidades socialistas ouvida regularmente pelo atual líder do PS.

Entretanto, esteve durante vários anos como comentador televisivo na TV24, uma experiência que terminou em desavença com a direção de Informação, Sérgio Figueiredo.

Os Negócios Estrangeiros serão a sua próxima pasta, se Cavaco Silva aceitar.