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Ministro do Ambiente: João Matos Fernandes, um homem de “consensos” para acalmar a crispação nas águas

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Rui Duarte Silva

João Matos Fernandes é o novo ministro do Ambiente. Deixa agora a presidência da administração da empresa municipal Águas do Porto para ocupar a pasta que tutela a reestruturação do sector das agitadas águas nacionais

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

João Matos Fernandes é o homem do "lobby" do norte que vai ocupar a pasta do Ambiente, que passa a ser também da Mobilidade no Governo de António Costa.

O engenheiro civil, de 48 anos, deixa agora o cargo de presidente do conselho de administração da empresa Águas do Porto para tutelar o ministério que enfrenta a crispação dos autarcas devido à reestruturação do setor das águas. É público que tem sido um crítico deste processo. Mas, diz quem o conhece, "é um homem de consensos e cumprirá diciplinadamente o que o Governo determinar". No programa do PS consta que a reestruturação das águas não deve ser feita contra a vontade dos autarcas e Matos Fernandes "perfila-se para o diálogo".

O novo ministro do Ambiente não é um desconhecido na rua do Século. Já por lá passou entre 1997 e 1999, como chefe de gabinete do secretário de Estado adjunto de Elisa Ferreira, e dois anos antes, como adjunto no gabinete do secretário de Estado dos Recursos Naturais. Essa passagem, que coincidiu com a assinatura do protocolo de Quioto, pode ajudar a dar-lhe algum à-vontade para representar Portugal na Cimeira do Clima, que começa dentro de cinco dias, em Paris.

No currículo conta também com um percurso académico na área das infraestruturas e dos transportes, tendo também desempenhado funções nesta área no sector privado e no público. Foi presidente da administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), entre 2008 e 2012.