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Ministra da Administração Interna: Constança Urbano de Sousa, a segunda vez com Costa

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É a segunda vez que António Costa recorre a Constança Urbano de Sousa. Quando o atual líder do PS era ministro da Administração Interna, chamou-a para sua assessora jurídica. Agora deu-lhe a pasta

DR

Constança Urbano de Sousa, 48 anos, é investigadora, especialista em Segurança e Justiça da União Europeia, imigração e direito de asilo. Em 2005, António Costa, então ministro de Estado e da Administração Interna, chamou-a para o assessorar juridicamente nestas questões. Foi das suas mãos que saiu o anteprojecto da (então) nova lei da nacionalidade, que entrou em vigor em dezembro de 2006. Agora, Costa chama-a novamente, mas para ministra.

Era atualmente professora associada de Direito da União Europeia e diretora do Departamento de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa, e lecionava também no Instituto de Ciências Policiais e Segurança Interna. Era ainda membro e investigadora da “Rede Académica de Estudos Jurídicos sobre Imigração e Asilo na Europa", da Universidade Livre de Bruxelas (ULB).

Nas últimas eleições legislativas, a investigadora foi candidata pelo PS no círculo eleitoral do Porto. Os socialistas elegeram 14 deputados. Constança era a 15ª.

Nascida em Coimbra em abril de 1967, foi aí que se licenciou em Direito. Rumou depois à Alemanha, à Universidade de Sarreland, onde concluiu o mestrado em Direito Comunitário e depois o doutoramento. De 2006 a 2012 desempenhou o cargo de conselheira e coordenadora da Unidade Justiça e Assuntos Internos da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia. No mesmo período chefiou a delegação portuguesa ao Comité Estratégico Imigração, Fronteiras e Asilo (CEIFA) da UE e foi membro da delegação portuguesa do Comité Permanente de Segurança Interna (COSI) e Grupo de Trabalho de Alto Nível sobre Asilo e Migração, entre outras estruturas do Conselho da UE.

Não é difícil perceber que ficará nas mãos de Constança Urbano de Sousa o dossier dos 4593 requerentes de asilo que Portugal vai receber nos próximos dois anos, e que se encontram atualmente na Grécia e na Itália. O primeiro grupo, de cerca de 30, chegará já no fim do mês.