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Costa promete Governo “muito rapidamente”. Estes são os próximos passos

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Rui Duarte Silva

Agora que foi indigitado por Cavaco Silva, António Costa tem de apresentar o elenco governativo e promete faze-lo “muito rapidamente”. Segue-se a tomada de posse e a apresentação do programa de Governo no Parlamento. Só depois estará na plenitude de funções

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

“Temos condições para responder imediatamente, quer com a apresentação do programa de governo, quer com o elenco governativo.” A garantia de António Costa foi dada na semana passada em entrevista à revista “Visão”. E foi repetida esta terça-feira ao Expresso já depois do encontro com o Presidente: “Levará o elenco ao PR muito rapidamente”.

Na conversa desta terça-feira de manhã, António Costa pode até já ter falado com o chefe de Estado sobre o “quem é quem” do seu Governo (avançado esta terça-feira de manhã pelo Expresso), mas terá de o fazer formalmente. Ou seja, terá de levar a lista de nomes a Belém e Cavaco Silva tem uma palavra a dizer sobre o elenco governativo – já houve Presidentes que vetaram propostas de ministros.

Aceite a lista, segue-se a tomada de posse. A cerimónia no Palácio da Ajuda pode acontecer até ao final da semana. Com Passos Coelho, ministros e secretários de Estado foram empossados na mesma sessão, Costa pode fazê-lo em dias separados (como é habitual) ou da mesma forma.

É nessa sessão de posse que Passos Coelho passa o testemunho a António Costa. E, além do PM indigitado, também Cavaco Silva discursa.

A partir da posse começa a contar o prazo - dez dias seguidos - para a apresentação do programa de Governo no Parlamento. E ao contrário de Passos Coelho, que foi derrubado pela rejeição da esquerda, Costa tem consigo a maioria parlamentar.

Depois disso começa a governar. Em plenitude de funções. E em Belém terá Cavaco Silva até março do próximo ano. Ou seja, ainda será PR quando for apresentado o Orçamento do Estado de 2016. O primeiro teste a sério à solução das esquerdas de que Cavaco sempre duvidou. Será a primeira crise?