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Marcelo: “Não faz sentido o PR levantar dúvidas sobre o sistema financeiro”

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Marcos Borga

Para Marcelo, “essencial é haver aprovação do próximo OE”. Exigência sobre a banca é “insólita”. Quanto a eleições antecipadas, diz que “seria uma insensatez” garanti-las. E deixa uma pista: só “se houver crise política”

Marcelo Rebelo de Sousa acha "estranha e insólita" a exigência do Presidente da República ao PS sobre a estabilidade do sistema financeiro. Exigir garantias de estabilidade e de aprovação do primeiro OE, sim.Mais do que isso, não.

"Parece-me bem a exigência de que a base de apoio garanta a confiança ao Governo, parece-me bem a garantia da aprovação do primeiro Orçamento, parece-me estranha a exigência relativa ao sistema financeiro, falando da situação e do equilíbrio do sistema financeiro. Deixa dúvidas sobre se o sistema financeiro está neste momento em crise, que não está", afirmou o candidato, hoje, em Lisboa, referindo-se às condições colocadas pelo PR a Costa antes de lhe dar posse.

Na opinião de Marcelo, "essencial é haver a aprovação do próximo Orçamento de Estado". Mas "não faz sentido o PR levantar dúvidas sobre o sistema financeiro".

Quanto à eventual dissolução do Parlamento pelo próximo Presidente, Marcelo diz que nenhum candidato "no seu perfeito juízo" pode dizer com meses de antecedência que vai dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.

"Essa é uma decisão que só pode ser tomada numa situação de crise" e "no momento em que se faça essa avaliação". Fica a pista: se for eleito Presidente, Marcelo só admite pensar na dissolução caso seja confrontado com um cenário de crise política. Ou seja, se for o acordo das esquerdas a implodir.

Comprometer-se agora seria "uma insensatez". "Não há dissoluções antecipadas", acrescentou, confirmando, assim, que nunca irá dizer o que alguma direita esperava ouvir, ou seja, se ele tenciona ou não dissolver o Parlamento caso ganhe as presidenciais.

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